Saiba quais são as opções de tratamento para diverticulite

Atualizado em 26 de março de 2019

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POR Gustavo Frank

Por causa da formação de bolsas na parede do intestino, surgem as inflamações e/ou infecções na região, que causam diversas irritações e sintomas que incomodam as pessoas que sofrem com o problema.

Assim, é fundamental que consulte um médico especialista para procurar as opções de tratamento para diverticulite. Antes disso, é necessário o diagnóstico, para que seja também esclarecido qual o tipo que deve ser tratado.

Para o diagnóstico da diverticulite, costumam ser realizados os seguintes exames:

  • Ultrassom;
  • Raio-X do abdômen;
  • Tomografia;
  • Ressonância magnética.

Tratamento para diverticulite

É necessário realizar o tratamento gastroenterologista, que faz o diagnóstico e tratamento clínico das doenças do aparelho digestivo. O tratamento para diverticulite varia de acordo com o tipo apresentado e suas respectivas complicações.

Alguns casos do problema são assintomáticos. Nesses, é mais fácil de administrar o tratamento, sendo necessária apenas uma mudança na dieta, com a inclusão de mais fibras, que diminui as chances das bolsas se formarem.

Em casos mais agravantes é preciso a prescrição de antibióticos, como o Metronidazol e Ciprofloxacino, e uma dieta estritamente com líquidos, podendo levar de 7 a 10 dias para a recuperação completa. É importante lembrar que não se deve tomar medicamentos sem previamente consultar um especialista.

A internação – quando ocorre febre, dores muito fortes e a incapacidade de ingerir alimentos – é necessária para o uso de antibióticos na veia.

Existem também a possibilidade de cirurgias. Nos casos cirúrgicos, existem duas formas, sendo elas:

  • Ressecção primária do intestino, onde se remove os segmentos doentes e reconecta os saudáveis;
  • Ressecção intestinal via colostomia, quando a inflamação é muito grande e é necessário uma abertura na parede abdominal.

Tais intervenções são realizadas quando o paciente apresenta complicações como perfuração e peritonite, além dos fatores abaixo:

  • Ineficiência do tratamento clínico;
  • Episódios recorrentes de diverticulite, principalmente em jovens;
  • Peritonite, inflamação da membrana que reveste as paredes do abdômen e os órgãos que lá se encontram;
  • Formação de fístulas;
  • Obstrução intestinal;
  • Presença de abscessos na cavidade abdominal ou na pelve;
  • Quando o paciente é diabéticos e portador de alguma imunodepressão;
  • Sangramento intestinal recorrente originado das bolsas formadas.

Como me prevenir?

A melhor forma de prevenir a obstrução dos divertículos é a reeducação alimentar com a maior ingestão de fibras. Beber mais de 2 litros de água, não tomar laxante por conta própria e praticar exercícios físicos também contribuem para que não ocorra a inflamação.

Existe cura?

Sim! Por ser branda na maioria das vezes, a diverticulite tem cura através do uso de antibióticos ou cirurgia. O uso de antibióticos pode trazer melhora de 7 a 10 dias, enquanto a cirurgia apresenta diferentes períodos de recuperação, como nós vimos.

O que posso e não posso comer?

Como já alertamos, a ingestão de poucas fibras é a principal causa para o aparecimento da diverticulite. Por isso, é fundamental uma reeducação alimentar. Você pode começar ingerindo mais alimentos como:

Além de incluir esses alimentos na dieta, é necessário controlar a ingestão de conservantes e muito carboidrato, como o arroz branco, o pão branco e bolachas.

Possíveis complicações

A diverticulite normalmente responde bem ao tratamento médico, seja ele com medicamentos ou intervenção cirúrgica, mas se não tratada pode ocasionar em:

  • Peritonite – a inflamação do peritônio, membrana que reveste as paredes do abdômen e os órgãos que o compõem;
  • Sangramento retal – perceptível durante a evacuação e podendo acontecer tanto em grande quantidade como pequena, além do escurecimento e sangue nas fezes;
  • Perfuração intestinal – ocorre com o extravasamento do conteúdo intestinal para dentro da cavidade abdominal;
  • Abscessos intestinais – formação de bolsas de pus no intestino;
  • Estenose – fechamento completo ou parcial do intestino;
  • Fístula – quando há o ligamento de entre dois órgãos ou um órgão e um vaso sanguíneo.

Pode virar câncer?

Não, isso não acontece e nem aumenta as chances de desenvolver um tumor. A única interferência é que a diverticulite pode dificultar o diagnóstico do câncer nos órgãos do sistema digestivo, como o intestino.