Sinais do câncer de pele e formas de se prevenir

19 de fevereiro de 2018 ● POR Lucas Coelho

Quase todo mundo quer aproveitar o verão, as férias escolares e o carnaval para ir à praia, e é então que lembramos de comprar um protetor solar, um guarda-sol, um chapéu para as crianças… Mas a verdade é que essa preocupação deveria ser diária, na cidade ou na areia.

Essa é a mensagem mais importante que a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) tenta passar para as pessoas no verão: “se exponha, mas não se queime”. Existem diversos hábitos cotidianos que podem ser tomados para proteger nosso corpo do sol e ajudar a prevenir, principalmente, o câncer de pele.

Abaixo, saiba mais sobre o que é este tipo de tumor, os sinais do câncer de pele e formas de se prevenir.

O que é?

O câncer da pele é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele.

Existem diferentes tipos de câncer da pele e eles podem se manifestar de formas distintas, sendo os mais comuns denominados carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular – também chamados de câncer não melanoma.

Os cânceres não melanoma apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente.

Já o terceiro tipo, o melanoma, felizmente não é o tipo de câncer da pele mais incidente, pois trata-se do mais agressivo e potencialmente letal. Porém, quando descoberto no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.

O grande risco é o câncer permanecer sem cuidado e crescendo durante muito tempo, podendo atingir a corrente sanguínea e se espalhar pelo resto do corpo, levando o câncer para outros órgãos.

Em todos os tipos, a exposição excessiva e sem proteção ao sol é a principal causa. O câncer da pele pode se manifestar como uma pinta ou mancha, geralmente acastanhada ou enegrecida; como uma pápula ou nódulo avermelhado, cor da pele e perolado (brilhoso); ou como uma ferida que não cicatriza.

Sinais do câncer de pele

Para ajudar você a observar seu próprio corpo em busca de algo suspeito, a SBD disponibiliza o chamado “ABCDE da Pinta”, que são cinco características importantes de serem acompanhadas.

  • Assimetria: A metade da pinta não “casa” com a outra metade. Pintas perigosas ou melanomas tendem a ter uma assimetria de cores e forma;
  • Bordas: Lesões malignas apresentam bordas irregulares, dentadas ou com sulcos, com interrupção abrupta na pigmentação da margem;
  • Cor: A coloração não é a mesma em toda pinta. Lesões muito escuras ou que apresentem diferentes tons em uma mesma lesão devem ser avaliadas, pois podem indicar malignidade;
  • Diâmetro: Lesões que crescem rápido de diâmetro, principalmente aquelas maiores que 6 milímetros, levam a uma suspeita maior;
  • Evolução: Toda pinta que mudar (mudança de cor, formato, tamanho e relevo) em um curto período de tempo (1 a 3 meses) deve ser examinada por um dermatologista.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia também disponibiliza em seu site uma “Calculadora de Risco para Câncer da Pele”. Na realidade, são feitas algumas perguntas importantes que no final dão uma ideia de quais cuidados você precisa ter quando for tomar sol. Para utilizar a calculadora, acesse este link.

Fique de olho

Os dermatologistas orientam as pessoas a se auto examinarem com regularidade, e a sempre consultar um dermatologista em caso de suspeita. Também é importante que familiares e pessoas próximas examinem umas às outras, pois muitas vezes os sinais do câncer de pele podem aparecer em regiões que não conseguimos ver sozinhos.

Como prevenir o câncer de pele

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), todos os anos surgem mais de 176 mil casos de câncer da pele, sendo que este é o de maior incidência no país.

Diante deste alto índice, a SBD vem promovendo desde 2014 uma série de iniciativas de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, incluindo a importância da fotoproteção para a redução dos riscos. Durante todo o verão, a instituição também faz diferentes ações na internet, ruas, praias e parques.

A campanha pretende educar as pessoas sobre os riscos do câncer de pele decorrentes da exposição excessiva ao sol sem proteção.

Por exemplo, é importante lembrar que o filtro solar não é o único cuidado contra a radiação ultravioleta, e que não é somente nos momentos de prazer que precisamos ter cuidado – quem trabalha sob o sol é, na realidade, quem está exposto por mais tempo durante o ano.

“Queremos divulgar essas medidas para a grande população, especialmente para os trabalhadores que desempenham suas funções expostos ao sol, como carteiros, vendedores ambulantes, operários da construção civil, feirantes e outros. Elas são essenciais para que a exposição prolongada não traga problemas de saúde”, afirma o presidente da SBD, José Antônio Sanches.

A primeira recomendação é o uso de equipamentos de proteção individual: chapéus de abas largas, óculos escuros, roupas que cubram boa parte do corpo e protetores solares com fator mínimo de proteção solar 30 e reaplicar a cada duas horas.

A hidratação constante também é necessária. Quando for possível, o ideal é evitar a exposição no período de maior insolação, de que vai das 10h às 16h.