Sarampo: sintomas, riscos, tratamentos e vacinação

24 de julho de 2019

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POR Gabriele Amorim

Sarampo é uma infecção aguda e altamente contagiosa que costuma se manifestar de forma grave e até matar. O calendário vacinal brasileiro inclui a administração da vacina contra a doença ainda nos primeiros anos de vida, mas surtos recentes revelam que a imunização não teve adesão suficiente para evitar o retorno do problema.

Leia mais sobre como o sarampo é transmitido, sintomas, complicações e como se prevenir:

O que é sarampo?

É uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus Measles morbillivirus. Embora seja altamente contagiosa, pode ser prevenida apenas pela aplicação da vacina.

Sarampo mata devido a suas complicações infeciosas, que ocorrem especialmente em crianças menores de 5 anos de idade.

A doença era considerada erradicada no Brasil desde 2016, mas surtos recentes no Norte e Sudeste alertam a volta do problema.

Transmissão

A transmissão do sarampo ocorre pela propagação de gotículas contaminadas, por meio de tosse, espirros, fala ou respiração. Essas secreções permanecem ativas no ar por horas, tornando a propagação fácil e rápida.

Após o contágio, demora de quatro a seis dias para o surgimento das manchas avermelhadas, período em que há risco maior de transmissibilidade.

Grupos de risco

Crianças, idosos, profissionais de saúde e turismo, pessoas que entram em frequente contato com grandes aglomerações e indivíduos com imunidade baixa estão mais propensos a contrair a condição, que afeta ambos os sexos.

Sintomas de sarampo

Bebê vítima do surto de sarampo.
adriaticfoto/Shutterstock

A doença prejudica diretamente a imunidade, facilitando a ocorrência de complicações e outras infecções.

Os sintomas costumam ser parecidos com os de outras doenças e incluem:

  • Dor de cabeça
  • Dor de garganta
  • Dor muscular
  • Mal-estar
  • Febre acima de 38,5
  • Tosse seca
  • Espirros
  • Congestão nasal
  • Coriza
  • Fadiga
  • Olhos inflamados, irritados e avermelhados, semelhante à conjuntivite
  • Pontos brancos, com fundo avermelhado, espalhados pelo corpo
  • Erupções avermelhadas espalhadas por todo o corpo, inclusive rosto

Diagnóstico

O doença pode ser diagnosticada a partir da ocorrência dos sintomas citados acima. Contudo, só é confirmada após o resultado do exame de sorologia que leva pelo menos 15 dias para ficar pronto.

Qual profissional procurar?

Ao apresentar os sintomas ou percebê-los em alguém próximo, é preciso procurar um infectologista, pediatra ou clínico geral imediatamente. 

Complicações

O que torna a moléstia ainda mais perigosa são as complicações que oferece, como:

  • Otite
  • Pneumonia
  • Laringite
  • Doenças cardíacas
  • Doenças neurológicas
  • Morte

Tem cura?

A cura para o sarampo consiste em tratar e eliminar todos os sintomas e complicações causados pela doença.

Tratamento de sarampo

De acordo com o Ministério da Saúde, não existe tratamento específico para o acometimento, apenas para seus sintomas e complicações.

É indicada a administração de suplemento de vitamina A para crianças no mesmo dia do diagnóstico. Antibióticos são contraindicados como medida profilática.

Em casos leves, é recomendado que o paciente beba muita água, se alimente bem e tome medicamentos para reduzir a febre.

Prognóstico

O prognóstico costuma ser bom, desde que seus sintomas e complicações sejam tratados corretamente e o mais rápido possível. Caso contrário, podem levar o paciente a óbito. 

Prevenção: vacina de sarampo

A forma mais acessível e efetiva de prevenção da doença é por meio da vacina do sarampo, a Tríplice Viral – que evita os vírus do sarampo, da rubéola e da caxumba.

Ela está é disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e na rede particular para crianças de 12 meses a 5 anos de idade, de 5 anos a 9 anos que não foram vacinadas quando mais novas, além de adolescentes e adultos até 49 anos.

Quem já foi imunizado não precisa receber a dose novamente, visto que a proteção dura até o fim da vida.

Pessoas com suspeita de sarampo, gestantes, bebês menores de 6 meses de idade e pacientes imunocomprometidos não devem tomar a vacina contra sarampo.

Além disso, em situações de surtos, manter-se longe de aglomerações ou de pessoas infectadas pelo vírus pode ajudar na prevenção.

Fonte

Infectologista Paulo Olzon, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – CRM 19035/SP