Saiba quais são os benefícios e danos do colesterol bom e ruim

Atualizado em 13 de agosto de 2019

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O colesterol é uma gordura necessária ao nosso organismo, mas quando uma de suas partes, a fração LDL (colesterol ruim) está elevada no sangue, é um poderoso fator de risco para a aterosclerose, doença que provoca infarto do miocárdio e derrame cerebral. Existe outra fração, a HDL ou colesterol bom, cuja função é tirar o LDL da circulação e levá-lo para ser metabolizado no fígado. Lembrem-se que colesterol alto no sangue não tem nada a ver com o sobrepeso, pois inúmeros magros tem níveis de colesterol bem elevado.

A maior parte do colesterol, cerca de 70%, é fabricada no fígado e também pela gordura que o encobre e todo o aparelho digestivo (estômago e intestinos) dos “barrigudos”, enquanto que apenas 30% do colesterol medido provêm da alimentação gordurosa. O colesterol só existe nos alimentos de origem animal, ricos em gorduras saturadas como as carnes vermelhas, frutos do mar, miúdos, leite integral e seus derivados e ainda certos alimentos industrializados (embutidos) como linguiça, salsicha, salame, presunto e outros. Nenhum óleo vegetal ou azeite contém colesterol, sendo totalmente desnecessário, por exemplo, estar escrito no rotulo sem colesterol.

O colesterol entra na fabricação da bile digestiva, dos hormônios sexuais e da vitamina D. No sangue e nas moléculas chamadas de lipoproteínas ele circula livre (aglomerado de colesterol, proteínas e gorduras que circulam no sangue), mas só o LDL participa da formação das placas de gordura que crescem na parte interna dos vasos sanguíneos (artérias). O seu nível desejável é abaixo de 70 mg/dl para pacientes que tiveram alguma doença cardiovascular, e na faixa de 100 mg/dl para os sadios.

Já o HDL, o colesterol bom, não participa do processo de obstrução das artérias e tem um verdadeiro efeito protetor por carregar o LDL colesterol levando-o para o fígado, onde será metabolizado. Portanto, quanto maior o nível do HDL, mais proteção contra a obstrução das artérias pela aterosclerose, e seu nível desejável é acima de 40 mg/dl para homens e acima de 50 mg/dl para mulheres. Segundo a Associação Brasileira de Cardiologia, 40% da população têm níveis elevados de LDL-colesterol.

Como reduzir o colesterol ruim

Começar com alimentação saudável e prescrição médica. Pais e/ou irmãos com colesterol alto: todos os familiares devem conhecer os próprios níveis do seu colesterol. Infelizmente o exercício físico em qualquer intensidade e volume, não consegue diminuir o LDL mais do que 5% em média.

Dicas

  •  A atividade física eleva o colesterol bom após 12 a 14 semanas regulares e continuas e pouco age no colesterol ruim. Com a suspensão das atividades físicas por algum tempo, perde-se o benefício totalmente. Consulte um médico se o colesterol estiver acima do normal
  • Consumir alimentos saudáveis e funcionais (os que auxiliam no tratamento dos níveis elevados do colesterol ruim): grãos, fibras e cereais (aveia, soja), frutas com casca.
  •  Nunca reaproveitar o óleo já utilizado.
  •  Diminuir o consumo de derivados de leite integral, preparações à base de coco, bolachas recheadas.
  •  Rótulos, evite os alimentos que contêm gordura saturada, trans e hidrogenada.
  •  Comer grelhado ou assado ou cozido, peixes e aves sem a pele e evitar frituras.
  •  Os derivados da uva elevam o HDL, tanto o suco como o vinho tinto (até uma taça por dia) e até duas latas de cerveja/dia.
  •  Falsos tratamentos: limão, laranjada com berinjela e alho, casca de crustáceos não diminuem as gorduras e o colesterol ruim.
  •  Não leve a sérios alguns vídeos na internet, que dizem não ser necessário se preocupar com os níveis elevados do colesterol. Muito cuidado com falsas informações, principalmente de que as estatinas e outras substâncias que diminuem o colesterol elevado são causadoras de graves problemas de saúde.

Matéria publicada no site Jornal Floripa