Reações à vacina de sarampo: cuidados que você deve tomar

20 de maio de 2019

|

POR Ligia Lotério

Integrante do calendário básico de imunização, a vacina contra o sarampo é essencial para combater a doença, cujo número de casos tem aumentado no Brasil.

A injeção é composta por vírus do sarampo enfraquecidos, portanto não tem capacidade de causar a doença. Ainda assim, há fatores que precisam de atenção. Entenda:

Contraindicações da vacina de sarampo

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina Tríplice Viral – que combate os vírus do sarampo, da rubéola e da caxumba – não deve ser aplicada em grávidas, pessoas com histórico de alergia aos compostos e pacientes que fazem tratamentos que enfraquecem a imunidade, como os de AIDS e câncer.

Crianças menores de seis meses também não devem ser vacinadas, visto que faltam estudos que comprovem a eficácia e a segurança da imunização nesta faixa etária. Além disso, a amamentação por mães vacinadas já confere proteção.

Já pessoas alérgicas ao ovo devem conversar com um médico sobre possíveis reações alérgicas, visto que a vacina do sarampo é produzida dentro do alimento. Contudo, já há instituições que asseguram que a imunização é segura mesmo nesses casos.

Possíveis efeitos colaterais da vacina de sarampo

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações, os efeitos colaterais mais comuns da vacina de sarampo são febre, mal-estar, tosse, espirros e coriza. Essas reações adversas podem surgir até 14 dias após a aplicação e geralmente desaparecem espontaneamente, ou seja, sem necessidade de tratamento.

Outras possíveis reações à vacina de sarampo, decorrentes da injeção, incluem dor e vermelhidão no braço.

“Em casos caros, pode haver choque anafilático, que é uma reação alérgica grave e possivelmente fatal. Contudo, isso ocorre apenas com pessoas que têm hipersensibilidade aos componentes da fórmula da vacina”, destaca a infectologista Rosana Richtmann, do Hospital e Maternidade Santa Joana.

Quando tomar?

De acordo com a infectologista, as duas doses da vacina deve ser tomadas com intervalo mínimo de um mês. O ideal é que a primeira seja aplicada no primeiro ano de vida do bebê.

Quem não tomou as duas ou a segunda dose pode ser imunizado em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) ou da rede particular.