Reações à vacina da gripe: cuidados que você deve tomar

Atualizado em 16 de abril de 2018

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POR Lucas Coelho

Recomendação de praticamente todos os médicos, a vacina da gripe é uma ferramenta extremamente importante e eficaz para combater a expansão da doença — principalmente durante as estações mais frias do ano, quando a incidência de problemas respiratórios aumenta.

Por ser inativada, ou seja, composta por vírus mortos, não há motivos para temer ficar gripado por causa da dose. Existem, no entanto, alguns fatores com os quais é preciso ficar atento. Veja abaixo:

Contraindicações da vacina da gripe

Como na produção da vacina da gripe são utilizados ovos de galinha, há contraindicação para indivíduos alérgicos a ovo, pois a dose pode desencadear os sintomas da alergia. É possível realizar a vacinação, especialmente em situações de alto risco de contaminação pelo H1N1, por exemplo, mas isso requer o acompanhamento de um alergista.

A Dra. Fernanda Miranda, diretora de comunicação da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), alerta também para o risco, mesmo que baixo, de ocorrência da Síndrome de Guillain-Barré (SBG), uma grave enfermidade neurológica que causa inflamação dos nervos e fraqueza muscular.

“A possibilidade de se desenvolver SBG é extremamente baixa, algo próximo de 1 caso a cada 1 milhão de doses”, afirma a médica. Na realidade, essa preocupação se deve a um episódio que aconteceu nos Estados Unidos na década de 1970, quando a incidência da síndrome aumentou de maneira significativa após a aplicação das vacinas.

Hoje, há dificuldade de provar essa causalidade, e, mesmo quando ela é defendida, o risco apontado é bastante pequeno. Contudo, quem já teve SBG deve consultar um médico antes de tomar a vacina da gripe.

Possíveis efeitos colaterais da vacina da gripe

Segundo Fernanda, o efeito colateral mais comum acaba por ser dor e inflamação no local onde a vacina da gripe foi aplicada — o que acontece praticamente com qualquer injeção. “Podem ocorrer também dores de cabeça, febre, náuseas, tosse, irritação no olhos e dor muscular. É algo muito raro, mas, se acontecer, tem curta duração.”

Por fim, ela também lembra que foram reportados casos de desmaios entre adolescentes. “Mas isso parece estar mais ligado ao medo de agulhas do que à vacina em si”, conclui Fernanda.