O que é AVC? Entenda como ocorre o derrame cerebral

28 de fevereiro de 2018

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POR Lucas Coelho

O acidente vascular cerebral, também chamado de derrame ou simplesmente de AVC, ocorre quando há bloqueio ou rompimento de alguma artéria do cérebro.

Os dois tipos de AVC, inclusive, dizem respeito justamente à natureza desse acidente. Eles são:

  • AVC isquêmico;
  • AVC hemorrágico.

O AVC isquêmico acontece quando há o entupimento passageiro de vasos que levam sangue para o cérebro. Já o AVC hemorrágico, bem mais grave, ocorre quando uma artéria dentro do cérebro se rompe e provoca sangramento.

O que esses dois tipos têm em comum? Eles são causados, em grande parte, por hábitos não saudáveis: tabagismo, consumo exagerado de bebidas alcoólicas e sedentarismo podem aumentar as chances de uma pessoa ter AVC.

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Outros fatores, como obesidade, arritmia cardíaca, colesterol alto, diabetes e insuficiência cardíaca também podem elevar as possibilidades de haver um entupimento ou rompimento de artérias dentro do cérebro.

Abaixo, separamos algumas informações que vão te ajudar a entender exatamente o que é AVC, qual é a incidência dos acidentes vasculares cerebrais tanto no Brasil quanto no mundo e suas possíveis causas. Confira!

Incidência de AVC no mundo

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), acidentes vasculares cerebrais são a segunda maior causa de mortes ao redor do mundo, e os terceiros na lista de doenças responsáveis por tornar as pessoas desabilitadas ou incapacitadas.

Ainda segundo a OMS, 70% dos AVCs e 87% das mortes ou incapacitações causadas por este problema ocorrem em países em desenvolvimento, onde predominam populações de baixa e média renda.

Para se ter uma ideia, nas últimas quatro décadas, o número de casos de derrames nesses países mais do que dobrou, enquanto que em nações desenvolvidas ele caiu 42%.

Nestas, aliás, a idade média das vítimas é 15 anos maior do que a de pessoas que sofrem de AVC em países mais pobres.

E no Brasil?

O AVC também é um problema bastante sério no Brasil. O Ministério da Saúde informa que temos a quarta maior taxa de mortalidade pela doença entre os países da América Latina e Caribe, com mais de 100 mil óbitos por ano.

Entre as doenças que mais matam por aqui, inclusive, o acidente vascular cerebral perde apenas para o infarto – não à toa, ambos são provocados por fatores semelhantes.

O que é AVC exatamente?

O acidente vascular cerebral é uma doença que afeta o cérebro e seus vasos. Dos dois tipos de AVC existentes — isquêmico e hemorrágico –, o primeiro corresponde à maioria dos casos registrados (80%), enquanto que a forma mais grave de derrame afeta menos pessoas (20%).

Segundo explica Raphael Spera, neurologista do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano, de São Paulo, o AVC isquêmico acontece quando há falta de sangue momentânea e em determinada região do cérebro.

“O sangue leva oxigênio e nutrientes às células. Sua ausência no cérebro pode provocar lesões e morte dos neurônios em poucos minutos”, explica.

Já o AVC hemorrágico acontece quando ocorre uma ruptura de um vaso. Por isso mesmo, é uma forma bem mais grave de derrame, tendo muito mais chances de deixar alguma sequela.

“Quando uma artéria se rompe dentro do cérebro, dizemos que ocorre um sangramento encéfalo. Isso provoca um efeito irritativo no local da hemorragia e aumenta a pressão dentro do cérebro”, comenta o especialista.

Possíveis causas do AVC

Principal fator de risco para um derrame é a pressão alta. Logo, quem sofre desse problema precisa sempre mantê-lo sob controle e com um acompanhamento médico.

Pessoas de idade mais avançada, e principalmente quem tem diabetes, colesterol alto ou problemas cardiovasculares – como arritmia ou insuficiência cardíaca – também estão no grupo de maior vulnerabilidade ao AVC.

Fora isso, fatores genéticos e hereditários também podem influenciar e aumentar os riscos de alguém vir a ter um derrame eventualmente.

Hábitos ruins

Como adiantamos mais acima, alguns hábitos negativos podem favorecer — e muito — a ocorrência de um AVC. Quem fuma, bebe álcool em excesso, é sedentário ou sofre de obesidade acaba tendo mais chances de sofrer um derrame.

Por isso a conscientização sobre esses fatores é fundamental na batalha das instituições de saúde para tentar diminuir os casos da doença tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo.