Dezembro vermelho: como vírus HIV afeta a respiração

18 de dezembro de 2018

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POR Redação

Quem é portador do vírus HIV não necessariamente tem a doença desenvolvida, ou seja, não tem Aids, mas continua tendo que tomar inúmeras medidas para cuidar melhor da saúde.

A grande questão em torno da Aids, ainda sem cura, é como ela age no corpo humano. Contraído pelo contato sexual sem proteção correta ou com sangue contaminado, o vírus HIV ataca as células imunológicas.

Mais especificamente, o vírus consegue se transportar até os nódulos linfáticos, que é onde são produzidas e armazenadas as células de defesa. Aquelas que são responsáveis por proteger o corpo quando algum invasor entra no organismo com a finalidade de causar dano.

O vírus passa a agir rapidamente usando as células saudáveis (que ele precisa usar como hospedeiras) para produzir enzimas com o intuito de se duplicar. Ao longo do tempo, as células de defesa vão perdendo a habilidade de combater outras doenças e é por isso que pessoas infectadas são tão suscetíveis a doenças “banais”.

O organismo se torna vulnerável a infecções oportunistas, o que pode ser um sério problema nos casos de doenças respiratórias, como pneumonias e até gripes. Por mais que possa parecer algo inofensivo para um não portador da Aids, pode ser fatal para um soropositivo.

As doenças mais comuns que costumam acometer os pacientes soropositivos afetam os pulmões, o trato intestinal, o cérebro e os olhos. Os medicamentos usados no tratamento atuam no sistema imunológico porque bloqueiam o HIV nas diferentes fases do seu ciclo, reduzindo a quantidade do vírus no corpo.

Como HIV afeta a respiração?

Quem sofre de alergias respiratórias vai entender do que estamos falando: uma simples exposição a um alérgeno pode desencadear crises de asma, rinite, sinusite, entre outras alergias. E isso pode acontecer com o seu sistema imunológico funcionando perfeitamente.

Em um paciente soropositivo, uma simples gripe pode se transformar em uma tuberculose, por exemplo. Você já deve ter ouvido falar que ninguém vai à óbito tendo como motivo principal a Aids. Mas, sim, em decorrência.

O nosso sistema respiratório está em constante exposição porque precisamos respirar para viver, e nem sempre podemos controlar o que está no ar ao nosso redor. Um soropositivo que fuma, por exemplo, tem muito mais chances de sofrer um infarto do miocárdio ou até de desenvolver doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Entre os principais sintomas da DPOC estão falta de ar e tosse com produção de expectoração. Ela é uma doença progressiva, o que, basicamente, quer dizer que se agrava com o tempo.

Quem sofre deste mal pode ter muitas dificuldades de realizar atividades simples do dia a dia, como subir escadas, por exemplo. A capacidade de aplicar qualquer esforço físico fica extremamente comprometida uma vez que a respiração é afetada.

Você pode nunca ter ouvido antes falar de DPOC, mas com certeza já ouviu nomes como bronquite crônica e enfisema pulmonar. Esses são apenas termos diferentes para se referir à DPOC.

Como se proteger?

Ter um purificador de ar em casa pode ser uma das principais proteções para um portador da Aids, que além da ajuda dos remédios para o bom funcionamento do sistema imunológico, vai poder diminuir consideravelmente a sua exposição a microrganismos.

Essa “purificação” do ar vai evitar o contato com poeira, poluição, fungos, ácaros, vírus e bactérias que podem pairar no ar.

E aí, curtiu entender um pouco melhor sobre como o vírus HIV pode afetar na saúde do sistema respiratório das pessoas?