Exercícios diminuem o risco de depressão

28 de janeiro de 2015

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POR Redação

Em novembro de 2014, um estudo britânico publicado no Journal of the American Medical Association demonstrou que exercícios físicos podem atuar na prevenção da depressão.

O estudo

A pesquisa acompanhou 11 mil pessoas de 23 a 50 anos e mostrou que o exercício reduz em 19% o risco da doença. Nos participantes que treinaram até três vezes por semana, o risco de sofrer depressão foi reduzido em mais 6%. A comprovação dos benefícios provindos das atividades físicas não poderia vir em melhor época.

A depressão x anos perdidos

Recentemente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) listou as dez principais causas de incapacitação no mundo – por incapacitação entendem-se as limitações físicas e mentais impostas por uma enfermidade que fazem as pessoas perderem anos de atividades. E não foi muito surpreendente quando se descobriu que a depressão liderou a lista, com 76,4 milhões de anos perdidos, ou 10,5% do total de anos perdidos pelo somatório de todas as enfermidades.

Dados pelo mundo

A depressão atinge cerca de 7% da população mundial – quase 400 milhões de pessoas –, mas infelizmente ainda não é encarada com preconceito pela maioria da população. Além disso, quadros depressivos padecem de falta de diagnóstico, tratamentos ineficazes ou inadequados e serviços de saúde mental precários. Segundo a OMS, quase metade da população terrestre vive em países que têm de um a dois psiquiatras para cada 100 mil habitantes.

Depressão x atividades físicas

Daí a importância da atividade física. Além de prática e fácil, ela é a forma mais natural (e saudável) de combater e prevenir a doença. Durante a atividade, os hormônios endorfina, que causa bem-estar e euforia, e dopamina, que propicia um efeito tranquilizante e analgésico, são liberados. E, independente do esporte praticado, se exercitar contribui para a minimização do sofrimento psicológico e oferece oportunidade de envolvimento social e elevação da autoestima.

Além da depressão, as atividades físicas também podem contribuir para uma melhora de outros transtornos mentais, como crises de pânico e ansiedade, que estão em sexto lugar na lista divulgada pela OMS.

Mas vale ressaltar que os exercícios são apenas parte de um tratamento multidisciplinar contra essas doenças. Orientar-se com um médico especializado na área é a melhor maneira de obter o tratamento adequado.

(Fontes: Folha de S.Paulo e Carta Capital)