Disbiose intestinal: o que é, causas, sintomas e tratamento

07 de janeiro de 2019

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O corpo é repleto de colônias de bactérias e fungos que não são nocivas à saúde, pelo contrário, têm efeito positivo nos processos naturais do organismo. Quando esses grupos ficam desequilibrados, ocorre a disbiose. O problema causa sintomas incômodos no trato gastrointestinal que podem ser confundidos com diversas condições.

Continue lendo para descobrir o que pode causar, como identificar, trata e prevenir a disbiose intestinal:

O que é?

Disbiose é o desequilíbrio da microbiota intestinal, ou seja, o reservatório de micro-organismos que vive no trato digestivo e auxilia em variados processos do organismo, desde a digestão até o controle de agentes causadores de doenças e a absorção de nutrientes.

Na condição, bactérias, leveduras e protozoários apresentam desequilíbrio em relação ao restante da flora intestinal, o que dá chance à propagação de bactérias patogênicas e, consequentemente, à produção de toxinas metabólicas que podem induzir processos inflamatórios.

Causas

  • Alimentação inadequada, rica em alimentos industrializados, processados e açucarados;
  • Excesso de bebidas alcoólicas;
  • Baixo consumo de fibras;
  • Estresse ou ansiedade exacerbados;
  • Uso de anti-inflamatórios, antibióticos e laxantes com frequência e indiscriminadamente;
  • Avanço da idade;
  • Baixa imunidade.

Sintomas de disbiose

Os sintomas dependerão do local do desequilíbrio e os tipos de bactérias afetadas:

  • Distensão abdominal
  • Náuseas
  • Eructação (arroto)
  • Flatulência (gases)
  • Diarreia
  • Constipação
  • Dor de cabeça
  • Refluxo
  • Ansiedade ou depressão
  • Cansaço

O que fazer?

Ao apresentar os sintomas acima, deve-se procurar um clínico geral, gastroenterologista, proctologista ou nutricionista. O diagnóstico é feito a partir da coleta e da análise dos seguintes exames:

  • Exame de urina: do tipo ácidos orgânicos urinários quantitativos;
  • Exame de fezes: cultura bacteriana das fezes;
  • Teste de respiração de hidrogênio: após beber uma solução de glicose, o paciente é orientado a respirar em um balão especial que mede a quantidade de gases produzidos por bactérias no intestino delgado.

Como tratar?

 

Bactérias no intestino.

Kateryna Kon/Shutterstock

Mudanças de hábitos e dieta

A disbiose tem cura e pode ser tratada com mudanças simples de hábitos cotidianos, como:

  • Interromper o uso de medicamentos que interferem na flora bacteriana até que seja restaurada;
  • Aumentar o consumo de frutas e verduras produzidas sem agrotóxicos;
  • Eliminar alimentos que contenham agrotóxicos, fertilizantes e pesticidas;
  • Incluir prebióticos na alimentação, como iogurtes, queijo e leite fermentado;
  • Incluir probióticos na alimentação com o consumo de fibras;

Terapias

Em casos mais graves, nos quais o indivíduo sofre emocionalmente com o problema, além do tratamento convencional deve buscar também terapias alternativas para o reequilíbrio mental.

Medicamentos

Em casos mais complexos, o médico pode prescrever medicamentos para controlar as bactérias patogênicas, como antibióticos, além de suplementos probióticos para recolonizar a microbiota.

Prognóstico

O prognóstico é muito bom. Além de tratar o desconforto que a disbiose proporciona, pode melhorar também a qualidade de vida do indivíduo e seus hábitos alimentares.

Complicações

Disbiose não tratada corretamente pode resultar em quadros inflamatórios na mucosa intestinal, conhecidos como hiperpermeabilidade intestinal.

Além disso, também pode levar à desnutrição crônica e ao desenvolvimento de afecções autoimunes, intestinais e alérgicas.

Prevenção

A melhor e mais eficaz forma de prevenção da disbiose é alimentar-se corretamente, tomar antibióticos somente sob orientação médica e reduzir o consumo de álcool.

 

Fontes

Cirurgião Bariátrico Nilton Tokio Kawahara – CRM 51760

Nutricionista Andrea de Oliveira Marim – CRN 15233

Cadernos UniFOA. Disbiose intestinal. Disponível em: revistas.unifoa.edu.br/index.php/cadernos/article/view/1269