Como lidar com as doenças respiratórias, vilãs do inverno

Atualizado em 20 de outubro de 2017

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Dentre as inúmeras coisas boas para se fazer no frio, com certeza não está na lista de ninguém uma pilha de remédios, lenços de papel, injeções e coisas do tipo. No entanto, é fundamental colocar esse tipo de cuidado na programação de inverno, especialmente quem sofre de doenças respiratórias crônicas.

Com o tempo seco, os poluentes ficam mais concentrados e a qualidade do ar piora, criando um ambiente propício para infecções. Além disso, como todo mundo passa mais tempo em ambientes fechados para se esquentar, vírus e bactérias são transmitidos com maior facilidade entre as pessoas.

Portanto, viroses respiratórias (resfriado e gripe), sinusite e pneumonia são preocupações importantes. Em 2013, por exemplo, a pneumonia foi a terceira principal causa de morte no Brasil, atrás apenas de doenças cerebrovasculares e infarto agudo do miocárdio, segundo dados do Ministério da Saúde.

Presidente da Comissão de Infecções Respiratórias e Micoses da SPPT (Sociedade Paulistana de Pneumologia e Tisiologia), o Dr. Mauro Gomes afirma que, quanto mais rigoroso o frio, maiores são os fatores irritantes das mucosas respiratórias. “Logo, as pessoas portadoras de doenças crônicas, como asma, rinite alérgica e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) têm maior tendência a apresentar crises nesta época do ano”. É sempre bom lembrar que crianças e idosos também devem ter um acompanhamento rigoroso.

Prevenção e cuidados dentro e fora de casa

Não há segredos. Para quem sofre desses problemas, as precauções são corriqueiras e simplesmente precisam se intensificar no período outono-inverno. “A melhor maneira de prevenção do agravamento das doenças é a continuidade do uso rotineiro das medicações de controle”, afirma Gomes.

A vacinação antigripal é importante para prevenir crises por conta do vírus, mas existem diversas outras medidas que devem ser tomadas, como fugir da fumaça de cigarros e evitar locais com pouca circulação de ar. O Dr. Mauro Gomes também atenta para “mudanças bruscas de temperatura” – daí a importância de se agasalhar bem – e recomenda “realizar frequentemente a higienização das mãos com água e sabão ou álcool-gel.”

Outras ações que podem ser realizadas dentro de casa são trocar os cobertores por edredons para evitar os pelos e não deixar os animais de estimação dormirem dentro do quarto.