Check-up médico: por que fazer?

Atualizado em 04 de setembro de 2018

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O principal objetivo de um check-up é fazer uma avaliação de risco. Antes da possibilidade de diagnosticar alguma doença, os exames podem identificar sinais que denunciam hábitos não saudáveis, evitando problemas futuros.

“A maior parte das doenças é fruto de um processo. Muito antes do aparecimento de sintomas, há um curso silencioso, geralmente de anos”, afirma a coordenadora do Centro de Medicina Preventiva do Hospital Israelita Albert Einstein, Dra. Viviane Valente.

Por isso, realizar exames periódicos é uma forma de educação, de aprender a evitar os fatores de risco que vão minando a saúde ao longo do tempo. Tabagismo, sedentarismo, exposição solar excessiva e sem proteção são alguns exemplos de costumes maléficos.

Como já foi dito, identificar doenças já presentes, mas ainda sem sintomas, é outro objetivo fundamental de um check-up. “Por exemplo, a partir dos 50 anos é indicado aos pacientes a realização de colonoscopia para ficar de olho em tumores no intestino”, diz a Dra. Viviane.

“Os exames também permitem o rastreamento precoce de problemas cardiovasculares, como infarto ou AVC; doenças metabólicas, como diabetes, hipotireoidismo e osteoporose; doenças neoplásicas, como câncer de intestino, de pele, de mama e de próstata; e de doenças infecciosas, como as hepatites crônicas e o HIV”, alerta a médica.

Uma pessoa saudável, que não apresenta nenhum dos fatores de risco, pode começar uma rotina de check-up a partir dos 30, realizando exames anualmente ou a cada 2 anos.

Quais são os exames pedidos

Não há receita. Cada pessoa deve ter pedidos de exames diferentes, dependendo de suas características. Claro, existe a chamada “avaliação basal”, que é um ponto de partida para todos os indivíduos mas, depois, seguem-se caminhos específicos.

“A esta avaliação basal se somam exames adicionais que podem ser solicitados de forma individualizada conforme o perfil de risco de cada paciente. Alguns exames são especificamente solicitados para determinados grupos de indivíduos conforme idade, sexo, doenças associadas, comportamentos de risco, antecedentes pessoais e familiares”, conta a Dra.

Algumas recomendações já estabelecidas são colonoscopias para pessoas com mais de 50 anos; dosagem sanguínea de PSA (para identificação de câncer de próstata) junto de uma avaliação urológica são indicadas para homens acima dos 40, fumantes, pessoas hipertensas, enfim. Os exames serão sempre individualizados e, mais do que isso, fundamentais.

“A customização da bateria de exames a ser realizada é fruto de uma avaliação clínica detalhada que sonda as necessidades e o perfil de riscos de cada paciente”, conclui Viviane.