Câncer de pele: causas e prevenção

Atualizado em 17 de dezembro de 2018

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POR Redação

Além do envelhecimento precoce, o sol em excesso predispõe o câncer de pele, que é um tumor de alta incidência no Brasil. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 85.170 casos novos de câncer de pele não melanoma em homens e 80.140 casos em mulheres são previstos para cada ano do biênio 2018-2019.

Como é causado?

Um tumor de pele é causado pelo crescimento desordenado e anormal de células das camadas da pele. As células anormais podem ser da epiderme ou derme originando os carcinomas (carcinoma basocelular ou espinocelular). Quando a origem são os melanócitos (células que produzem a melanina), teremos o Melanoma maligno que é um tumor agressivo e que pode passar para outros órgãos.

Os carcinomas são tumores mais comuns e estão diretamente relacionados à intensidade da exposição solar ao longo da vida e ao tipo de pele. Pessoas que ficam mais expostas ao sol possuem maior chance de desenvolver esse tipo de tumor em áreas fotoexpostas como face, pescoço, dorso, orelha, lábio inferior e mãos. Além disso, pessoas de pele clara, olhos claros e com tendência a formar sardas e pintas também apresentam mais riscos.

Os carcinomas geralmente começam como uma pápula (bolinha) vermelha ou uma ferida que não cicatriza e sangra facilmente. Apresentam crescimento lento e gradativo e se detectados precocemente são retirados por cirurgia promovendo a cura.

O melanoma, embora seja menos comum, é o mais agressivo e perigoso. Pode ser originado a partir de uma pinta já existente ou de uma pinta nova que surgiu. Em geral é uma lesão enegrecida, com bordas bem irregulares, mais de uma cor na mesma pinta e que apresenta-se em crescimento.

As pessoas com história familiar de melanoma ou com história de queimaduras intensas com formação de bolhas durante a infância são os mais predispostos a desenvolver este tipo de tumor.

Prevenção

O importante para prevenir estes tumores é a proteção solar através de bloqueadores solares, bonés com proteção solar, cápsulas via oral para proteção solar e evitar ficar no sol entre 10h e 15h nos meses de verão.

Lembre-se que os danos solares ocorrem a cada exposição, desde a infância, apresentando efeitos cumulativos e danos na célula cutânea.

Antes do banho, aproveite para fazer um autoexame e atenção para feridas persistentes, pintas e sinais irregulares ou bolinhas vermelhas semelhantes à espinhas que permanecem por muitos meses.

Para aquelas pessoas com muitas pintas, o exame dermatológico semestral e mapeamento corporal com dermatoscopia anual são imprescindíveis.

Tipos de protetor solar

Os filtros protetores solares podem ser químicos, físicos ou físico-químicos.

Os filtros químicos absorvem os raios solares, impedindo que causem danos à pele. Já os filtros físicos fazem literalmente uma barreira física na pele, refletindo os raios solares. O filtro com cor nada mais é que um filtro protetor solar comum com adição de uma barreira “física”, a cor de base, geralmente em tons de bege ou castanho.

Tanto os filtros químicos, quanto os físicos, desde que apresentem fatores de proteção mínimos e sejam aplicados da forma correta, fornecem proteção contra as radiações ultravioleta A (UVA) e ultravioleta B (UVB), ambas associadas ao surgimento de cânceres de pele.

Os filtros com cor, no entanto, tendem a oferecer melhor proteção UVA do que aqueles sem cor, e, principalmente, melhor proteção contra outro tipo de radiação luminosa, a “luz visível”, aquela que enxergamos e que é uma importante vilã para as pessoas com tendência a manchas escuras na pele, como o melasma, mas que não está diretamente relacionada ao desenvolvimento de melanoma.

No rótulo do protetor solar, a sigla FPS diz respeito à proteção contra a radiação ultravioleta B, a radiação mais associada ao desenvolvimento do melanoma e principal responsável pelas queimaduras solares. O FPS seguro deve ser de no mínimo 30.

Já as siglas UVA, FPUVA ou PPD dizem respeito à proteção contra a radiação ultravioleta A, e deve ser no mínimo um terço do FPS. Para o FPS de 30, o UVA deve ser no mínimo 10.

Fonte

Dermatologista Amanda Regio Pereira, do Grupo Fleury – CRM/SP 144599

Sociedade Brasileira de Dermatologia. Câncer de Pele. Disponível em: www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/cancer-da-pele/64/