Amigdalite: viral, bacteriana, aguda, crônica, sintomas e tratamento

15 de maio de 2018 ● POR Amanda Grecco

A amigdalite nada mais é do que a inflamação das amígdalas. Mais comum em crianças e adolescentes, essa doença pode ser causada por uma série de fatores.

Os sintomas, porém, são quase sempre os mesmos: inchaço nas amígdalas, dor ao engolir, febre, dor de cabeça e mal-estar, entre outros. Dependendo, também podem aparecer algumas manchas brancas na região das amígdalas ou até inchaços nos gânglios do pescoço.

O que são as amígdalas?

Constituídas por tecido linfoide, ricas em glóbulos brancos e com importante papel na imunidade, as amígdalas são estruturas localizadas na garganta e têm função de defesa no organismo. Expostas à passagem de comida, bebida e, principalmente, de ar, tornam-se alvo de vírus e bactérias com muita facilidade.

Quando atacada, na tentativa de combate a estes agentes, o corpo inicia um processo inflamatório quando as amígdalas incham e, no caso de infecção bacteriana, podem chegar até a apresentarem pus.

Causas de amigdalite

 

Boca com amigdalite.

corbac40/Shutterstock

Amigdalite geralmente é fruto de um vírus ou bactéria que se instala na garganta. O micro-organismo mais comum neste caso é o estreptococo do grupo A, que também pode gerar faringite.

Contudo, o problema também pode ser causado por outros micro-organismos, tais como
citomegalovírus, rhinovirus, adenovirus, Mycoplasma pneumoniae e Chlamydia pneumoniae.

Fatores de risco

Há dois principais fatores de risco para amigdalite:

Faixa etária: crianças e adolescente têm mais chance de desenvolver o prolema do que adultos.

Ambiente: pessoas que trabalham em hospitais ou que frequentam escolas ou creches têm mais chance de apresentar a doença porque há mais circulação de vírus e bactérias nestes ambientes.

Tipos de amigdalite

Amigdalite viral

Quando o agente infeccioso responsável pela amigdalite é um vírus. É a mais comum, embora seja um pouco mais difícil de identificar logo de início.

Amigdalite bacteriana

Quando a amigdalite é provocada por bactérias. Não tão comum quanto a viral, é mais fácil de identificá-la em razão de sua purulência mais forte.

Amigdalite aguda

Este quadro é diagnosticado quando as infecções das vias aéreas têm duração de até 3 meses.

Amigdalite crônica

Neste caso, a infecção dura mais de 3 meses, ou é um quadro que apresenta muita recorrência.

Contágio e prevenção

Ambas as formas de amigdalite (viral e bacteriana) são bastante contagiosas, apesar de ter um contágio mais fácil em seu formato viral. A transmissão é feita através do contato com a saliva do paciente infectado e, para que seja evitada a transmissão, existem alguns aconselhamentos médicos que devem ser seguidos.

Quando uma pessoa for tossir, por exemplo, é fortemente recomendado que se cubra a boca com um lenço, ou mesmo o antebraço. Além de cobrir a boca no caso de tosse, lavar bem as mãos antes de manusear algo e depois de utilizar o banheiro também é uma prática preventiva, além de recomendar que não sejam compartilhados objetos pessoais, como copo, talheres, toalhas, etc.

O surgimento está associado a diversas razões, como baixa imunidade e muita exposição aos germes. A amigdalite bacteriana, por exemplo, é muito comum em crianças e jovens entre cinco e quinze anos, uma vez que há muita propensão para a exposição a diversos microorganismos, principalmente por ficarem mais expostas ao ambiente escolar, onde há muito contato com outras crianças e jovens

Sintomas da amigdalite

Mesmo havendo uma associação imediata da amigdalite com a dor de garganta, existem outros sintomas que podem ser observados para entender o quadro de maneira mais clara. Dentre os sintomas mais frequentes, alguns dos mais comuns são:

  • Amígdalas vermelhas e inchadas;
  • Dor para engolir;
  • Febre;
  • Tosse;
  • Dor de cabeça;
  • Inchaço nos gânglios do pescoço;
  • Perda de peso;
  • Calafrios;
  • Manchas brancas de pus nas amígdalas.

Tratamento e cuidados paliativos

O tratamento dos quadros de amigdalites, tanto virais, quanto bacterianas, costumam ser bem parecidos. Os cuidados primários a serem tomados em caso de infecção são:

  • Descansar: o corpo deve focar a energia para combater a infecção;
  • Ingerir bastante líquido: essa prática evita a possibilidade de deixar a garganta mais seca e irritada;
  • Gargarejo com água e sal para ajudar a remover a irritação e o desconforto;
  • Permanecer em ambientes mais úmidos também pode ajudar a diminuir e até mesmo remover a irritação que o ar seco provoca;
  • Evitar agentes irritantes, como a fumaça de cigarro, pode auxiliar na recuperação também.

Tratamento alternativo

Gargarejo com água morna e vinagre pode ajudar a matar os microorganismos causadores da amigdalite. Outra sugestão bastante eficaz é gargarejar água morna com duas gotas de óleo essencial de melaleuca e 5 de bálsamo de copaíba. São óleos medicinais, bactericidas e cicatrizantes, que ajudam na recuperação do quadro.

A amigdalite requer bastante atenção e orientação correta. Desta forma, apesar de haver a possibilidade de diagnósticos claros e sintomas aparentes, é sempre recomendado o auxílio profissional para tratamento e atentar à qualidade da alimentação para uma recuperação mais rápida.