Tricomoníase: o que é, sintomas e formas de tratamento

30 de maio de 2018

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POR Bruno Botelho dos Santos

Tricomoníase é um dos tipos de infecção sexualmente transmissível (IST) mais comuns que existe. Essa doença é causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis e sua transmissão acontece da mesma forma que outras ISTs, ou seja, por meio de relações sexuais desprotegidas ou até mesmo pelo contato íntimo com secreções de uma pessoa contaminada.

Abaixo, separamos informações importantes sobre a precaução necessária e os tratamentos possíveis.

Como se pega?

A tricomoníase pode ser transmitida principalmente por meio de relações sexuais desprotegidas (sem camisinha) com pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto.

O parasita também pode ser transmitido pelo compartilhamento de brinquedos sexuais não higienizados ou sem preservativos.

A tricomoníase não é transmitida por meio do sexo oral ou anal, beijos ou abraços, compartilhamento de copos, pratos ou talheres e assentos sanitários.

Sintomas de tricomoníase

Depois do contágio, o ciclo da tricomoníase pode levar entre 5 a 28 dias para manifestar os primeiros sinais.

Os sintomas são comuns a outras ISTs, o que pode atrapalhar o diagnóstico.

Em alguns casos, a tricomoníase pode não apresentar sintomas, mas quando eles aparecem, costumam ser os seguintes:

  • Dores no abdômen;
  • Dores quando a pessoa vai urinar ou durante a relação sexual;
  • Corrimento vaginal, inflamação na uretra, na vulva, no colo do útero e vaginal;
  • Irritação e mau odor vaginal;
  • Coceira, secreção de muco e pus;
  • Vermelhidão.

Os sintomas mais frequentes nas mulheres são:

Nos homens, muitas vezes, podem não aparecer os sintomas de tricomoníase. Quando eles se manifestam, geralmente estão em menor número e incluem:

  • Corrimento com cheiro desagradável
  • Incontinência urinária
  • Coceira
  • Sensação de queimação ao urinar e durante a ejaculação

Já que o parasita vive, principalmente, na parte interna da vagina, essa doença causa micro-lesões e dores na região, e pode facilitar inclusive a instalação de outras ISTs.

Diagnóstico

As suspeitas devem ser confirmadas por meio de exames físicos, como papanicolau, e laboratoriais, como exame de sangue e cultura de secreção.

Tricomoníase tem cura?

A tricomoníase tem cura desde que o tratamento seja feito adequadamente.

Tratamento

É improvável que a tricomoníase desapareça sem tratamento, portanto é indicado tratá-la o quanto antes para evitar complicações.

Os cuidados são simples e costumam durar em torno de 7 dias. O protozoário causador da doença pode ser eliminado pela ação de remédios antibióticos e antiparasitários.

É importante completar todo o curso de medicamentos e evitar fazer sexo até que o problema se resolva, para evitar a reinfecção.

Antibióticos

O tratamento, geralmente, é feito com o uso de antibióticos receitados pelo ginecologista (para as mulheres) ou pelo urologista (para os homens), como o Metronidazol. Esses remédios matam as bactérias ou interrompem o desenvolvimento delas no organismo.

Os antibióticos devem ser ingeridos de acordo com a prescrição médica, que geralmente dura de 5 a 7 dias ou numa dose única com grande dosagem. No caso de grávidas, e também durante a amamentação, essa dose única para tricomoníase não é recomendada.

Bebidas alcoólicas

É importante lembrar que durante o tratamento é recomendado evitar bebidas alcoólicas para garantir que elas não tirem o efeito do antibiótico.

Abstinência sexual

Assim como as demais ISTs, é fundamental que a pessoa tenha uma abstinência sexual por um período prolongado, ainda que o tratamento tenha terminado, para que o organismo se restabeleça e evite novos problemas.

Esse tempo de abstinência pode variar de pessoa para pessoa, mas normalmente é recomendado evitar relações sexuais por cerca de 2 a 3 semanas após o término do tratamento.

Tratamento em conjunto

É recomendado, ainda, que o tratamento para tricomoníase seja feito junto com o(a) parceiro(a) sexual, para que assim uma reinfecção seja evitada.

Complicações

É fundamental diagnosticar a doença logo e realizar o tratamento da maneira correta.

Por causa da inflamação que a tricomoníase provoca, há maior risco de adquirir outras ISTs , como:

Tricomoníase na gravidez

Além disso, há complicações da tricomoníase para grávidas, como nascimento prematuro e baixo peso ao nascer.