Sexo oral: tire 8 dúvidas sobre a prática

Atualizado em 03 de outubro de 2018

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POR Bruno Botelho dos Santos

O sexo oral é uma prática sexual bastante praticada tanto por homens quanto por mulheres — e adorada por ambos. Enquanto alguns o chamam de “preliminares” e o usam como forma de “aquecimento” para a penetração, outros preferem ficar no sexo oral a noite inteira.

Seja como for, muitos têm dúvidas sobre a prática e buscam por dicas e respostas na internet. Por isso, o Ativo Saúde caçou as perguntas mais frequentes dos internautas sobre sexo oral e compilou todas neste artigo. Confira!

8 dúvidas mais comuns sobre sexo oral

1. É possível contrair doenças pelo sexo oral?

Essa dúvida é uma das mais frequentes e que mais geram preocupação sobre a prática de sexo oral. A resposta é sim, mas depende. Como assim?

De modo geral, é possível contrair infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) por meio de qualquer tipo de relação sexual, incluindo o sexo oral. Mas algumas infecções são mais fáceis de serem transmitidas pelo contato da boca com o órgão genital do que outras.

Funciona assim: a transmissão dos vírus e bactérias por via sexual acontece pelos fluidos genitais, contato de mucosa com mucosa, ou até mesmo por meio do líquido pré-ejaculatório.

As infecções mais comuns de se contrair por sexo oral são: herpes genitais, sífilis, clamídia, HPV (vírus do papiloma humano) e a gonorreia.

Tecnicamente falando, há chances de se contrair HIV pelo sexo oral, mas as chances são muito pequenas — de todos os tipos de sexo, o oral é o que menos representa riscos.

2. Como se prevenir de infecções durante o sexo oral?

A principal medida de prevenção contra ISTs é o uso de preservativo em toda e qualquer relação sexual — incluindo a oral.

Mas nós sabemos que essa prática é bem pouco frequente, certo?

No entanto, deve-se sempre ter em mente que a camisinha é método preventivo mais recomendado por órgãos internacionais de saúde contra infecções sexualmente transmissíveis. E ao optar por não utilizá-la, você estará assumindo um risco.

De toda forma, permanecer sempre atento(a) e com os exames em dia já ajuda a evitar problemas futuros. Mas atenção: não é porque o pênis ou a vagina não apresentam nenhuma ferida que está liberado fazer sexo oral sem camisinha.

3. Quais outras medidas posso tomar para evitar ISTs pelo sexo oral?

A camisinha é o método de prevenção mais eficaz contra ISTs, mas você também pode adotar outras medidas que ajudam nesta proteção:

  • É recomendado não praticar sexo oral desprotegido se você estiver com algum tipo de ferida na boca, aftas inflamadas, cáries profundas, aparelhos ortodônticos, garganta infeccionada, amigdalite (inflamação das amígdalas), gengivite, periodontite ou qualquer outra infecção na boca;
  • Fique atento(a) também a eventuais feridas, cortes, lesões, secreções (principalmente as mal cheirosas) ou sinais de inflamação no órgão genital do(a) parceiro(a);
  • Mantenha sempre a higiene, tanto bucal quanto nas partes íntimas, e certifique-se de que seu parceiro(a) também segue essa prática à risca;
  • Evite escovar os dentes ou usar fio dental pouco tempo antes de praticar sexo oral. Ao fazer isso, é comum provocar pequenas lesões e feridas na boca, o que pode facilitar uma eventual infecção. Por isso, prefira enxaguantes bucais;
  • Evite que o(a) parceiro(a) ejacule em sua boca, principalmente se for uma pessoa que você não conhece ou não tem muita intimidade;
  • Faça exames de testagem para todas as ISTs pelo menos uma vez a cada seis meses;
  • Se estiver desconfiado(a) de que possa estar com alguma infecção sexualmente transmissível, o primeiro passo é não se desesperar. Agende uma consulta com seu médico de confiança ou procure atendimento o quanto antes para realizar os exames necessários.

4. Quais são os benefícios do sexo oral?

Uma pesquisa feita pela Sex Wipes, empresa de lenços higiênicos, mostrou que cerca de 43% dos homens não gostam ou se sentem incomodados em fazer sexo oral nas mulheres. Muitos preferem receber esse tipo de prazer, mas não querem (nem se sentem preocupados) em retribuir.

Mas, além do prazer sexual, que é direito tanto de homens quanto de mulheres, você sabia que essa prática também pode ser muito benéfica para a saúde?

É o que dizem pesquisadores da State University of New York, nos Estados Unidos. Após conduzirem um estudo, eles chegaram à conclusão que fazer sexo oral em mulheres faz bem à saúde de quem recebe e também de quem faz.

Em casais em que o homem praticava sexo oral na mulher com maior intensidade e frequência, os especialistas observaram melhores resultados nos níveis de estresse, ansiedade e qualidade de sono — o que contribui, segundo eles, até mesmo para uma melhor vida a dois.

A explicação é que, durante o sexo oral, ocorre a liberação de dois tipos de hormônios: ocitocina e DHEA, que agem contra algumas doenças graves, como o câncer, e outras relacionadas a problemas do coração.

Além disso, as propriedades sedativas da ocitocina podem relaxar e melhorar a qualidade do sono do casal como um todo.

5. É possível chegar ao orgasmo por meio do sexo oral?

Sim, totalmente possível. Inclusive, grande parte das mulheres não conseguem alcançar o orgasmo apenas com a penetração, pois muitas posições sexuais acabam não estimulando partes do corpo feminino que conduzem ao máximo de prazer, como o clitóris e o ponto G.

Já com o sexo oral e a masturbação, elas podem chegar ao orgasmo com muito mais facilidade.

Diferentemente das mulheres, os homens possuem maior facilidade em atingir o orgasmo já nas preliminares. No caso deles, por razões fisiológicas, comportamentais e até mesmo culturais, o sexo é assunto muito mais simples e recorrente, e não um tabu tão grande como é entre as mulheres.

Isso faz com que eles vivenciam o sexo oral com muito mais frequência do que as parceiras, experimentando o orgasmo neste tipo de relação sexual com mais facilidade e recorrência.

6. O gosto do esperma varia de acordo com a dieta da pessoa?

Por incrível que pareça, sim. Muitos acreditavam que este não passava de um mito do sexo oral, mas a verdade é que uma alimentação cheia de alimentos muito gordurosos ou muito salgados pode fazer com que o esperma tenha um gosto “forte demais”, o que costuma desagradar aos adeptos.

Já uma alimentação rica em frutas, alimentos saudáveis e com bastante água pode fazer com que o gosto do esperma fique mais suave e até mesmo “adocicado”.

7. Existe alguma possibilidade de engravidar por meio do sexo oral?

Não! Não existe a mínima possibilidade de uma mulher engravidar por ter engolido esperma. O risco de engravidar só acontece quando os espermatozoides, presentes no esperma, estão dentro da vagina da mulher, parando no útero.

Portanto, mesmo que a mulher acabe engolindo o esperma durante o sexo oral, ele vai para o estômago — e não para a vagina.

8. Engolir esperma faz mal?

Engolir esperma em si não faz mal nenhum. O risco existe quando o(a) parceiro(a) tem alguma infecção sexualmente transmissível, mas neste caso o risco não é maior pelo ato de engolir, e sim pelo contato da mucosa da boca com o esperma ou líquido pré-ejaculatório (que têm concentração maior do vírus ou bactéria em questão).