Beijo grego: principais perguntas respondidas e dicas para fazer

23 de novembro de 2018

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POR Mariana Amorim

Quando o assunto é afetividade, cada casal decide em comum acordo os tipos de carinho que permearam a vida sexual de ambos. Uma das possibilidades, que carrega ainda um grande tabu, é o chamado beijo grego.

O nome é dado a um tipo de caricia sexual que pode ser feita e recebida por homens e mulheres. Entenda:

O que é beijo grego?

Para explicar um pouco melhor a técnica, a sexóloga Jussania Oliveira, autora do livro “Amor… Próprio”, explica que o beijo grego significa uma prática sexual que consiste no uso da boca para acariciar o ânus do parceiro ou da parceira.

Conforme conta a sexóloga, o beijo grego tem este nome porque, segundo dados, era uma prática sexual muito comum na Grécia Antiga e que ganhou fama com o passar do tempo.

É bom?

O beijo grego não é necessariamente bom. Isso porque preferências sexuais são extremamente individuais e, por isso, o que é agradável para um, pode não ser para o outro.

No entanto, a sexóloga explica que é completamente normal que se sinta prazer na região anal. “O ânus é uma região rica em terminações nervosas, por isso, quando estimulado pode, sim, promover grande prazer, independente da orientação sexual de quem pratica”, conta a especialista, fomentando que homens e mulheres podem ter preferência pela prática.

Como fazer?

 

Mãos de mulher em relação sexual.

volkovslava/IStock

É possível praticar o beijo grego em homens e mulheres.

“A forma, posição e variações do beijo grego variam de acordo com cada casal, com o grau de intimidade entre si, a liberdade que têm e a disposição para realizar aquilo que for prazeroso para ambos”, conta a sexóloga.

Ela dá algumas dicas práticas de como fazer acontecer, embora reforce a máxima de que não há regras na hora do prazer.

“É importante que haja um acesso facilitado ao local. Por isso, muitos começam a praticar o beijo grego durante a posição ‘69’, quando ambos estão praticando sexo oral na parceria”, diz Jussania.

Outra solução é que quem vá receber a carícia esteja de bruços e com as pernas ligeiramente afastadas, a fim de abrir caminhos para o ânus.

Há ainda a possibilidade de, quem for receber o beijo grego, ficar em pé e apoiar uma das pernas em uma cadeira, sofá ou até mesmo na cama. Assim, o parceiro ou a parceira tem acesso por baixo.

Uma dica que pode apimentar e facilitar o beijo grego é a depilação dos pelos da região anal. “É uma estratégia que facilita até mesmo a boa limpeza do local para a prática do beijo grego”, conta a especialista.

Quem gosta de beijo grego é gay?

Não necessariamente. A sexóloga afirma que há um grande tabu quando o assunto é beijo grego: por se tratar de um carinho que tem relação com o ânus, o preconceito e estigmas são fortes. “Por isso muitas pessoas acham que práticas neste local têm relação com à homossexualidade, o que não é verdadeiro”, conta Jussania.

O beijo grego pode ser apreciado por homens e mulheres, independente da orientação sexual. “Se o seu marido tiver interesse em carícias no ânus, não há motivo para pânico ou julgamentos”, conta Jussania.

Para ela, é preciso pensar na sexualidade como um universo de possibilidades na busca do prazer e satisfação mútuas, onde não deveria existir vergonha, pré-conceitos e tabus. O real objetivo da relação sexual é dar e receber prazer, respeitando os limites individuais.

Como aumentar o prazer no beijo grego?

O primeiro passo para que seja prazeroso é que seja consensual, ou seja, que ambas as partes estejam confortáveis com o carinho.

O clima a dois pode melhorar a disposição para “explorar” as variações, caso de fazer mais pressão com a língua e até mesmo aumentar a velocidade da carícia. Além disso, o mercado erótico tem uma variedade enorme de brinquedos para apimentar mais o beijo grego, como géis comestíveis, bem como brinquedos que podem ser adicionados ao momento.

Quais cuidados tomar?

Assim como todas as carícias sexuais, a boa higiene é fundamental para manter em segurança todos os envolvidos no ato sexual. Por isso, Jussania indica que seja feito, antes do beijo grego, um banho caprichado, bem como a depilação dos pelos da região.

Outro ponto importante é que o casal evite o contato de mucosas machucadas entre si. Isto é, o contato entre um lábio machucado ou com herpes em um ânus com fissuras ou algo do tipo. É preciso que isso esteja bem claro, a fim de evitar possíveis contaminações.

Por último, mas não menos importante, o uso de preservativos é essencial para qualquer atividade sexual. No caso do beijo grego, nem a língua nem o lábio podem ter contato direto com o ânus. Inclusive o, mercado erótico já traz algumas possibilidades como as camisinhas específicas para a língua, propícias para serem usadas em momentos como esse.

Pode transmitir doenças?

Sim, o beijo grego pode transmitir doenças e infecções sexualmente transmissíveis, assim como qualquer carícia sexual que tenha contato direto com secreções via vagina, ânus, boca etc.

Como saber que o parceiro está pronto para o beijo grego?

Assim como muitos aspectos do relacionamento, a vida sexual do casal deve ser constantemente discutida para que haja ainda mais prazer para ambos.

No caso do beijo grego não é diferente, somente o diálogo prévio, evitando julgamentos e culpa, poderá afirmar se um casal está ou não pronto para este tipo de carícia.

“Quanto maior o grau de comunicação do casal, maior a possibilidade de terem sucesso em qualquer prática ou formas de obter prazer sexual”, comenta Jussania Oliveira, que incentiva, inclusive, que o assunto chegue por meio das fantasias sexuais da parceria. “Comece se abrindo um pouco e vá aos poucos, veja o que ou companheiro acha de novas possibilidades e testem aos poucos”.