As 19 doenças dos olhos mais comuns que existem

14 de fevereiro de 2018

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POR Lucas Coelho

Você já parou para pensar na quantidade de doenças dos olhos que existem? Apesar do número elevado de problemas que podem afetar nossa visão, só costumamos tomar alguma ação quando ela já está prejudicada de cerca forma.

Por isso, o Ativo Saúde preparou um guia sobre as principais doenças oftalmológicas para você “ficar de olho” e alerta a qualquer sinal. Mas lembre-se: é preciso consultar um oftalmologista com regularidade, e não apenas quando algum problema surgir.

As 19 doenças dos olhos mais comuns

1. Ambliopia

Também chamada de “olho preguiçoso”, a ambliopia é uma disfunção oftalmológica sem lesão aparente. Ela geralmente acontece em crianças e é caracterizada como uma doença que prejudica a visão, mas que não pode ser corrigido somente com o uso de óculos.

O tratamento é demorado, pois muitas vezes o problema não está restrito ao olho afetado, e sim à região cerebral responsável pela visão.

Por afetar principalmente crianças, é comum que casos de ambliopia passem despercebidos pelos pais. Mas se não for tratado antes dos 7 ou 8 anos de idade, a doença pode levar a um déficit de visão que durará pela vida toda. Por isso, acompanhamento oftalmológico é fundamental até mesmo nos primeiros anos de vida.

2. Astigmatismo

O astigmatismo é uma das doenças dos olhos mais comuns que existem. Ele é resultado de um problema na formação da córnea, que faz com que a imagem que deveria ser formada na retina seja formada em diversas regiões diferentes do olho, resultando numa visão distorcida.

Isso pode ser tanto um problema que acontece naturalmente, quanto um problema associado a algum trauma que a pessoa tenha sofrido no olho, como uma cicatrização, que altera a refração da luz.

Além do uso de óculos (recomendado para a maioria dos casos), é possível realizar um transplante de córnea para lidar com casos mais sérios.

3. Blefarite

A blefarite é uma inflamação nas pálpebras. Sua manifestação e severidade dependem bastante de cada pessoa, mas quem tem pele muito oleosa ou tendência a desenvolver caspas, por exemplo, pode sofrer com a blefarite.

Mas o que blefarite tem a ver com caspa? A doença causa uma irritação na base dos cílios, onde acabam sendo produzidas escamas muito semelhantes às caspas.

Essa irritação e incômodo constantes podem afetar o resto do olho, portanto é fundamental tratá-la com limpezas recorrentes, compressas de água morna ou remédios receitados pelo médico. Eventualmente, xampus com pH neutro podem dar conta do recado também.

Lentes de contato sujas também podem causar blefarite. Então, caso você use lentes, mantenha-as sempre bem limpas.

4. Catarata

A catarata é uma doença bastante associada a idosos, pois a maioria das pessoas com mais de 70 anos de idade sofre deste problema.

É possível que ela apareça em outras idades, mas nesses casos ela costuma estar mais relacionada a causas congênitas ou enfermidades como diabetes e traumas no olho.

A catarata se caracteriza pela perda de transparência do cristalino, que é uma espécie de lente natural que temos dentro do olho. Isso ocorre lentamente e pode acontecer em somente um dos olhos primeiro, mas a tendência é que, sem tratamento, a catarata vá prejudicando a visão pouco a pouco, deixando a imagem mais embaçada.

Assim, a cirurgia é o único tratamento eficaz contra a doença.

5. Ceratocone

O ceratocone é uma doença geralmente hereditária, que causa deformação da parte central da córnea (a superfície transparente que recobre os olhos).

Ela também pode se manifestar em pessoas alérgicas que coçam demais os olhos. Esse hábito pode fazer com que a retina fique mais elevada do que o normal, dando a impressão de que está “saltada”.

A pessoa com ceratocone costuma ter sua visão debilitada de diversas formas: pode sofrer perda do foco, diminuição da visão noturna, sentir alta sensibilidade à luz, entre outras situações. Ela também pode ser caracterizada por um amento considerável de astigmatismo em um olho em comparação ao outro.

Adolescentes e jovens têm mais chance de desenvolver a doença, de modo que ela raramente se manifesta após os 30 anos de idade. Óculos e lentes de contato costumam resolver o problema, mas o oftalmologista também pode ter de realizar algum procedimento cirúrgico, dependendo do caso.

O acompanhamento médico também é fundamental, pois o ceratocone não controlado pode levar eventualmente à perda de visão.

6. Conjuntivite

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, uma membrana que recobre as pálpebras e os olhos. Quando os olhos estão vermelhos, invariavelmente é sinal de que essa membrana está irritada, portanto trate-se de alguma forma de conjuntivite.

Obviamente, o nível de irritação varia, assim como as causas: pode ser bacteriana, viral ou alérgica. No caso da viral e bacteriana, ela é contagiosa, especialmente porque causa bastante lacrimação e a pessoa geralmente limpa os olhos com as mãos.

O tratamento da conjuntivite viral é apenas sintomático. O da bacteriana pode ser feito com o uso de antibióticos receitados pelo médico.

No caso da conjuntivite alérgica, ela não é contagiosa, mas incomoda pela coceira constante nos olhos.

7. Daltonismo

O daltonismo é uma doença quase sempre hereditária, que dificulta a diferenciação entre as cores verde e vermelho. Por vezes, também afeta a percepção do azul e amarelo, ou pode deixar a visão acromática, ressaltando somente tons de preto e branco.

É raro o daltonismo afetar as mulheres em razão de sua composição cromossômica, mas a doença está longe de ser um fenômeno raro. Estimativas dão conta de que o problema está presente em cerca de 5% da população mundial.

8. Descolamento de retina

A luz que entra em nosso olho é refratada de maneira a formar as imagens que enxergamos sobre a retina, que é quem “manda” essas imagens para o cérebro por meio do nervo óptico, onde a visão é processada.

A retina é uma membrana que se encontra dentro do olho, e ali ela recebe os nutrientes necessários para se manter funcionando. Quando ocorre o descolamento – por trauma, infecções, idade ou doenças – a retina para de receber estes nutrientes e começa a se debilitar.

Se não for tratado com urgência, o descolamento de retina pode resultar em cegueira. Como esse descolamento não causa dor, a forma de percebê-lo é por meio da visão turva, pontos e manchas escuras na visão (chamados de moscas volantes) ou fotopsias (flashes de luz repentinos). O tratamento é, de forma geral, cirúrgico.

9. Degeneração macular relacionada à idade (DMRI)

A degeneração macular relacionada à idade, também chamada de DMRI, acomete habitualmente pessoas com mais de 60 anos de idade.

Ela se dá pela degeneração da área central da retina, causando problemas na visão central. É possível frear um pouco a evolução da doença por meio de acompanhamento nutricional e pela utilização de óculos, mas os danos já provocados por ela são geralmente irreversíveis.

10. Estrabismo

Popularmente chamadas de “vesgas”, as pessoas com estrabismo sofrem a falta de paralelismo dos olhos. Um dos olhos pode estar esteja mais para dentro, mais para fora, ou pode ser até que haja uma diferença vertical entre eles.

O estrabismo pode ser constante ou ocorrer intermitentemente. A pessoa estrábica comumente sofre com dores de cabeça, torcicolos e eventualmente pode ter até perda parcial da visão.

As causas variam bastante e podem até ser neurológicas. É possível corrigir o estrabismo com óculos, mas condições mais agudas requerem uma operação, que costuma resolver bem o problema.

11. Glaucoma

O glaucoma é uma das doenças dos olhos mais graves que existem. Ela acontece quando o nervo óptico, que liga os olhos ao cérebro, sofre danos constantes em razão do aumento da pressão intra-ocular.

Essa hipertensão pode ter diversas causas, mas o importante é que, se não tratada, pode levar à cegueira. Ela costuma atingir pessoas de idade mais avançada, e o problema é que muitas vezes é assintomática.

Por isso, é necessário realizar exames com regularidade no oftalmologista, especialmente após os 60 anos de idade.

12. Hipermetropia

A hipermetropia ocorre por um defeito anatômico, com os olhos apresentando medidas menores que as usuais. Isso faz com que a imagem trazida pela luz se forme depois da retina. Assim, a pessoa com essa condição tem dificuldade para enxergar de perto, e esse esforço pode causar dores de cabeça recorrentes.

Todos estão sujeitos à hipermetropia, inclusive crianças em fase de crescimento. Nesses casos, porém, é provável que o grau diminua na adolescência, pois os olhos crescem e corrigem um pouco o problema.

13. Miopia

Assim como a hipermetropia, a miopia também ocorre quando a pessoa apresente um defeito anatômico nos olhos.

Provavelmente, ela é a primeira palavra que vem à mente quando pensamos em problemas de visão, já que sua incidência é grande.

Os olhos de pessoas com miopia possuem um formato mais alongado ou apresentam má formação das córneas ou do cristalino, de maneira que a imagem da visão se forme antes da retina. Isso faz com que essas pessoas tenham dificuldade para enxergar de longe, mas conseguirão ver normalmente de perto.

Neste caso, ela não precisará de óculos para ler, por exemplo, mas talvez precise para enxergar a lousa na escola ou ir a alguma peça de teatro.

É comum a miopia surgir na infância e na adolescência, mas adultos e idosos também podem desenvolvê-la, especialmente quando ela está associada à catarata neste último grupo.

14. Presbiopia ou vista cansada

A presbiopia é um problema relacionado à idade e também é conhecida como “vista cansada”. Com o passar dos anos, o cristalino, que é o que permite aos olhos ajustar o foco da visão, perde sua elasticidade.

Por isso, pessoas acima dos 40 anos podem desenvolver o problema naturalmente, sendo que o principal sintoma é a dificuldade para enxergar de perto.

Aos poucos, a leitura pode se tornar desagradável, pois o indivíduo precisa afastar os objetos cada vez mais para enxergá-los com clareza. A única forma de lidar com o problema é por meio da utilização de óculos.

15. Pterígio

O pterígio ocorre quando há um espessamento demasiado da conjuntiva (membrana que reveste os olhos). Esse espessamento acontece a partir da extremidade do olho em direção à córnea.

Apesar de ser um problema benigno e não infeccioso, se ele cobrir a pupila pode causar cegueira. Acredita-se que a incidência constante de raios ultravioleta nos olhos seja uma das causas do pterígio, por isso é necessário sempre proteger os olhos com óculos escuros.

O tratamento para o pterígio é apenas cirúrgico.

16. Retinopatia

São lesões que atingem a retina e especificamente seus vasos sanguíneos. De maneira geral, elas são associadas a doenças sistêmicas que causam essa condição. Um exemplo é a retinopatia diabética, que danifica os vasos por causa do excesso de glicose no sangue, comum a pessoas que têm diabetes.

Em qualquer caso, porém, a retinopatia pode levar à perda da visão e precisa ser tratada antes de o problema evoluir para um quadro mais severo.

17. Síndrome do olho seco

Também chamada de síndrome de disfunção lacrimal, é um defeito na composição das lágrimas ou na sua produção, o que prejudica a lubrificação dos olhos.

As pessoas que têm o chamado “olho seco”, assim, sentem uma pontada muito forte nos olhos, que passa sozinho. No entanto, é preciso marcar uma consulta com um oftalmologista para que ele possa orientar o tratamento mais adequado. Geralmente, ele é feito com o uso de colírios especiais.

18. Terçol

O terçol é outra do rol das doenças dos olhos mais comuns que existem. Ele acontece quando uma das glândulas da borda das pálpebras ficam entupidas ou são infectadas por alguma bactéria. Neste último caso, a doença é contagiosa.

Quando o terçol ocorre nas glândulas externas do olho, chamamos o problema de hordéolo. Já quando afeta as glândulas internas, é um calázio, que não é infeccioso e causa sintomas mais amenos.

A blefarite não tratada pode provocar um quadro de terçol. O tratamento geralmente é feito com o uso de pomadas, mas em alguns casos (especialmente quando o problema atinge a parte interna dos olhos) é necessário remover por meio de uma cirurgia.

19. Uveíte

A uveíte é uma inflamação que afeta total ou parcialmente a úvea, parte do olho composta pela íris, corpo ciliar e coroide. Em casos mais raros, pode atingir também a retina e o nervo óptico.

Apesar das causas desta doença dos olhos não ser totalmente conhecida, sabe-se que infecções por vírus, bactérias ou fungos possam ter algo a ver. Outras doenças, como toxoplasmose, herpes simples, citomegalovírus, tuberculose e sífilis também podem estar relacionadas à uveíte.

Ela é caracterizada principalmente pela vermelhidão que provoca nos olhos, mas também pode causar dores, fotofobia, visão turva e embaçada e levar ao surgimento de pequenos pontos pretos na visão que se movimentam rapidamente.