Herpes zóster: o que é, causas, sintomas, vacina e tratamento

15 de maio de 2018 ● POR Amanda Grecco

O herpes zóster, também chamado de cobreiro, é uma doença provocada pelo mesmo vírus da catapora. Seus principais sintomas incluem o surgimento de bolhas e dor na região afetada. Mais comum em pessoas mais velhas, a infecção geralmente se manifesta no tronco ou no rosto, mas sempre em somente um lado do corpo.

O que é?

É uma doença que resulta da reativação do vírus varicela-zóster, responsável pela catapora. Em outras palavras, somente uma pessoa que já manifestou catapora pode apresentar herpes zóster.

Causas

Ainda não se sabe ao certo o que leva o vírus a se manifestar novamente no organismo, mas os médicos já sabem que somente pessoas que já tiveram catapora podem vir a desenvolver a doença um dia.

O micro-organismo fica alojado nos gânglios, e uma das hipóteses mais aceitas é que ele se aproveita de um quadro de baixa imunidade para atacar o corpo novamente. Prova disso são os grupos em que o herpes zóster é mais frequente: idosos e pacientes com imunossupressão, como é o caso de quem tem HIV.

É contagioso?

A transmissão pode ser realizada por meio do contato direto com as lesões apresentadas na pele e só pode acontecer em quem ainda não teve catapora.

Uma vez contagiada, a pessoa provavelmente apresentará um quadro de catapora inicialmente e, posteriormente, poderá desenvolver o herpes-zóster.

Fatores de risco

Os grupos que têm mais risco de ter essa doença são:

  • Idosos: a partir dos 50 anos o risco é maior, aumentando gradativamente com o passar dos anos.
  • Portadores de doenças que prejudicam o sistema imunológico: como HIV, diabetes e câncer.
  • Pacientes que fazem tratamentos que reduzem a imunidade: como transplantados e pessoas com câncer.

Não confunda com outros tipos de herpes

Apesar da semelhança no nome, é importante ressaltar que o vírus responsável pelo herpes zóster não é o mesmo que provoca herpes genital e labial. Da mesma forma, o zóster não é uma infecção sexualmente transmissível (IST) e seu causador não é capaz de provocar os outros tipos de herpes também.

Sintomas de herpes zóster

 

Bolhas de herpes zóster na pele.

Mumemories/Shutterstock

Os sintomas do herpes zóster são bastante perceptíveis e costumam aparecer em somente um lado do corpo (esquerdo ou direito). Eles incluem principalmente o surgimento de bolhas na pele e dor intensa no local afetado.

Normalmente, as regiões mais afetadas são as costas, tronco ou o rosto. Em casos extremos, porém, podem também aparecer erupções em mais de um local do corpo ao mesmo tempo.

Fases da infecção

Com três fases bem definidas, o vírus passa por diversos estágios antes de cessar completamente. Veja abaixo:

Fase inicial (incubação do vírus)

No período de incubação, por exemplo, o vírus ativa-se antes mesmo das erupções e provoca dor, ardor e sensação de cócegas em regiões próximas aos nervos afetados — além de calafrios e distúrbios gastrointestinais. Esse processo ocorre antes das erupções aparecerem na superfície da pele e mudam de forma significativa no estágio seguinte.

Ativa

Esse segundo estágio também é chamado de fase ativa do herpes zóster. Nele, começam a aparecer as bolhas na pele. Apesar de ser possível que algumas pessoas apresentem ferimentos mais suaves e quase imperceptíveis, é muito comum as feridas aparecerem com um fluído claro no início, mas que pode se tornar mais turvo depois de alguns dias.

Essas erupções podem ocorrer em diversas localizações, mas geralmente aparecem na bochecha, na testa, no nariz e até mesmo em torno de um dos olhos — o chamado herpes zóster oftalmológico.

As dores, bem peculiares, costumam ser descritas como a sensação de ter agulhas penetrando na pele. Apesar do aspecto desagradável da condição, as lesões tendem a regredir e secar em poucos dias. Mesmo que o quadro melhore rapidamente, pode deixar sequelas físicas, como cicatrizes nos lugares das erupções.

É comum a interrupção da doença já no segundo estágio, mas há casos mais raros, chamados de neuralgia pós-herpética — a complicação mais comum do herpes zóster.

Crônica (neuropatia pós-herpética)

Nesta que é chamada de fase crônica, 10 a 15% das pessoas que apresentaram a doença tendem a sentir — pelo menos por trinta dias — sintomas que transitam entre queimação e pontadas nas áreas das erupções, dor persistente no local e uma extrema sensibilidade ao toque.

Nesse estágio, a doença é mais difícil de curar e o problema muitas vezes passa a ser considerado crônico. Os sintomas, inclusive, podem durar anos.

As dores mais comuns nesta fase aparecem em locais como o peito e a testa, podendo ser confundidas com dores típicas de outros quadros. Em alguns casos, essas dores podem prejudicar atividades diárias simples, como dormir, comer e trabalhar.

Diagnóstico

O diagnóstico geralmente é determinado com base na história clínica do paciente e na análise das erupções e bolhas presentes em apenas um lado do corpo.

Em alguns casos, pode ser necessário fazer raspagem do tecido para análise em laboratório.

Herpes zóster pode matar?

A doença não leva à morte, mas suas complicações, como a neuralgia pós-herpética, podem resultar em grave prejuízo à qualidade de vida, com perda de peso e depressão.

Tem cura?

O herpes zóster geralmente tem remissão espontânea em até dez dias, porém a falta de tratamento neste período aumenta a possibilidade de complicações.

Tratamento do cobreiro

Para que o tratamento de herpes zóster seja o mais assertivo possível, o herpes zoster deve ser diagnosticado por um profissional de confiança.

O tratamento para consiste em reduzir a duração e os danos da doença.

Assim que for dado o diagnóstico, os médicos poderão prescrever remédios para herpes zóster antivirais, como aciclovir, fanciclovir e valaciclovir, evitando um desencadeamento mais sério da doença com intuito de diminuir as possibilidades de complicações.

Além dos medicamentos antivirais, que já reduzem as dores e os desdobramentos da doença, podem ser administrados remédios para a dor, bem como a prevenção das infecções secundárias das lesões da pele.

Tomar banho com água fresca ou fria ajuda a aliviar dores e coceiras. Compressas frias nas regiões afetadas também são uma boa pedida.

É importante ficar atento, pois o tratamento inadequado do cobreiro pode resultar em sequelas permanentes na área afetada pela doença.

Herpes zóster pode voltar?

Há chance de recidiva do herpes zóster, porém ela é baixa.

Prevenção: vacina do herpes zóster

O contágio pelo vírus causador da catapora não é algo tão comum quanto antigamente, uma vez que agora existe a vacina.

A única maneira de se prevenir é por meio da vacina do herpes zóster, disponível para pessoas com mais de 50 anos e dentro dos grupos de risco, e é administrada em dose única. Crianças que tomaram vacina para a varicela já estarão protegidas deste risco futuro.