Sintomas de infarto: como identificar os sinais de um ataque do coração?

Atualizado em 29 de outubro de 2019

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POR Lucas Coelho

O infarto é o resultado de um problema cardiovascular que muitas vezes pode ser fatal ou deixar sequelas graves no paciente. Porém, existem alguns sinais que podem indicar um ataque cardíaco — aos quais todos devemos ficar atentos. Os sintomas de infarto incluem dor no peito, tonturas e náuseas, entre outros, mas variam de acordo com o caso e a pessoa.

Como identificar os sintomas de infarto?

É a pergunta que todos se fazem. O infarto é provocado pela interrupção do fluxo de sangue necessário para fazê-lo funcionar perfeitamente. E é quando isso acontece que os sintomas geralmente aparecem.

O problema é que muitos sinais de pré-infarto, como também são conhecidos esses sintomas, são muito semelhantes aos que sentimos em ocasiões menos graves. Então como diferenciá-los? Como saber que é hora de procurar um pronto-socorro?

Bem, os sintomas de infarto podem até ser comuns, mas existem alguns detalhes que podem fazer diferença. A primeira coisa à qual você deve se atentar é que, como há uma interrupção abrupta no fluxo sanguíneo que chega ao coração, os sinais de infarto surgem de forma aguda.

Outro detalhe é que muitos sintomas do ataque cardíaco muitas vezes aparecem juntos. Por isso, veja a lista abaixo. Se um dia você ou alguém próximo a você manifestar mais de um dos sinais abaixo simultaneamente, é hora de procurar um médico.

  • Dor no peito em forma de aperto – que pode irradiar para o pescoço, o estômago, nuca, mandíbula e para o braço esquerdo;
  • Desmaio;
  • Possíveis episódios de suor frio;
  • Cansaço;
  • Falta de ar;
  • Enjoo e vômitos.

Infarto sempre dá sinais?

Não. De acordo com Alexandre Rouge, coordenador da Cardiologia do Hospital São Lucas Copacabana, no Rio de Janeiro, é justamente por isso que tanta gente morre ou sofre sequelas decorrente do infarto.

“Há vários casos de infarto que não apresentam sinal algum no paciente ou que manifestam algumas sintomas sintomas leves e mais difíceis de serem identificados”, alerta o especialista. “Isso causa uma preocupação muito grande sobre essa condição e aumenta a necessidade de atendimento ágil diante da menor suspeita”.

De todos os grupos, idosos e pessoas com diabetes têm mais chance de sofrer o que os cardiologistas chamam de infarto silencioso. Nesses casos, a pessoa apresenta os sintomas de forma mais branda e eles podem perdurar por muitos dias.

O paciente também pode sentir alteração dos batimentos cardíacos, sensação de peso ou aperto na região do tórax.

Existem diferenças nos sintomas de infarto em homens e mulheres?

Ainda há um debate entre especialistas sobre essa questão. Alguns argumentam que as mulheres são mais propensas ao infarto silencioso, da mesma forma que idosos e diabéticos, e que também podem apresentar sintomas diferentes — o que muitas vezes podem fazê-las confundir o infarto com algo menos grave.

Segundo dados do Ministério da Saúde, as mulheres correspondem a 60% dos óbitos por infarto no Brasil todos os anos.

Além disso, um estudo recente conduzido pela Universidade de Leeds, no Reino Unido, em parceria com o Instituto Karolinska, da Suécia, sugere que parte da maior ocorrência de mortes entre mulheres por ataques cardíacos pode estar relacionada ao fato de que elas tendem a receber um tratamento menos eficiente.

E isso, de acordo com os pesquisadores britânicos e suecos, teria a ver com a ideia equivocada de que infarto é um problema masculino. A pesquisa mostra, ainda, que quando os procedimentos foram rigorosamente os mesmos tanto em homens quanto em mulheres, a diferença na taxa de mortalidade diminuiu significativamente.

Como proceder em caso de infarto?

Antes de tudo, o paciente precisa ser encaminhado para a emergência do hospital o mais rápido possível. “Não há nenhuma manobra válida que possa ser feita para retardar o infarto”, afirma Alexandre.

Portanto, logo que a pessoa se queixar de dor no tórax em forma de aperto, entre o pescoço e o umbigo, ela deve ser levada para avaliação, especialmente se tiver histórico de colesterol alto, obesidade, sedentarismo, diabetes ou pressão alta.

“Se o paciente já souber que tem uma doença coronária, deve, no caminho, fazer uso do AAS (ácido acetilsalicílico, ou aspirina). O importante é que o atendimento seja feito de forma ágil: quanto mais rápido o vaso obstruído for tratado, maiores as chances de recuperação do músculo cardíaco”, conclui o cardiologista.