Métodos anticoncepcionais: conheça os diferentes tipos

Atualizado em 07 de março de 2018

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Pílulas, injeções, preservativos e até dispositivos intrauterinos. Escolher entre os diversos métodos anticoncepcionais que existem é difícil, e essa escolha deve deve ser feita sempre com orientação médica.

Com tantas opções, como encontrar o ideal para o seu corpo? Muitas mulheres têm o hábito de adotar um novo anticoncepcional com base na indicação e experiência de amigas, prática que é absolutamente contra indicada pelos médicos.

A escolha do anticoncepcional vai muito além das afinidades e da adaptação ao método. É preciso levar em consideração a história clínica, antecedentes pessoais e familiares e hábitos ou necessidades individuais de cada mulher”, afirma a especialista em Ginecologia e Obstetrícia Cristina Carneiro.

Para Ricardo Freire, ginecologista e diretor da Matterclin, os anticoncepcionais podem ajudar, inclusive, mulheres que não têm uma vida sexual ativa.

“Anticoncepcionais podem ajudar a regularizar o fluxo menstrual, diminuir os sintomas da Tensão Pré-Menstrual (TPM) e até mesmo melhorar sintomas de pele, por regular a produção hormonal”.

A rotina médica também é essencial na hora de escolher o seu anticoncepcional. Realizar exames, como os de sangue, Papanicolau, mamografia e ultrassom intravaginal, são uma forma de acompanhar a sua saúde de perto e descobrir qual método é o ideal para o seu corpo.

4 métodos anticoncepcionais e como eles funcionam

1. Anticoncepcional oral (pílula)

Normalmente, devem ser tomadas por 21 dias, com um espaçamento de 7 dias para que a mulher possa menstruar. Algumas podem ser de baixa dosagem, ajudando a eliminar efeitos colaterais do uso da pílula, como inchaço.

2. Anticoncepcionais injetáveis

Podem ser mensais ou trimestrais. Deve ser aplicada por um médico e não é de efeito imediato. Ou seja, ao iniciar o tratamento pela injeção, não é indicada a relação sexual sem preservativos, pois há riscos de engravidar no primeiro mês.

3. Dispositivo Intra-Uterino (DIU)

Uma das opções de melhor custo-benefício, pois protege a mulher por até 5 anos. O dispositivo libera os hormônios diretamente no corpo da mulher.

4. Implante subcutâneo

Dispositivo introduzido sob a pele, libera progesterona de forma contínua no organismo feminino e pode durar até 3 anos.

No entanto, é preciso manter o uso de preservativos ao ter uma relação sexual. “É importante frisar que o uso do anticoncepcional não exclui a necessidade do preservativo. Ele é o único método capaz de prevenir a contaminação por Doenças Sexualmente Transmissíveis, portanto deve ser usado 100% das vezes”, afirma Cristina.