Assoalho pélvico fortalecido pode aumentar prazer sexual

16 de fevereiro de 2018 ● POR Amanda Grecco

Se fazer exercícios está dentro de sua rotina, saiba que exercitar músculos além dos bíceps e do abdômen também é muito importante. Fortalecer o assoalho pélvico, aliás, é essencial — principalmente para gestantes.

Isso porque estamos falando da musculatura responsável por sustentar toda a região da bacia e os órgãos que se localizam na cavidade pélvica, bastante utilizados no momento do parto normal.

Mas as vantagens dos exercícios pélvicos não são exclusivos para mulheres grávidas. Abaixo, listamos os principais benefícios de se exercitar o assoalho pélvico e alguns cuidados que você deve ter para fazê-lo da melhor forma possível.

Entenda os benefícios de exercitar o assoalho pélvico

O fortalecimento do assoalho pélvico antes, durante e após a gestação, por exemplo, auxiliam na prevenção de incontinência urinária, aumentam a consciência corporal para auxiliar durante o parto vaginal e ajudam inclusive a cicatrização no pós-parto no caso de laceração.

Mas não são só mulheres grávidas que devem tonificar a região. Tornar os exercícios pélvicos um hábito em sua rotina de treinos também ajuda a prevenir diversas disfunções e até a potencializar orgasmos.

Posso fazer exercícios pélvicos em casa?

Para fazer os exercícios, é indicado passar pela avaliação de um fisioterapeuta primeiro. Não é necessário o encaminhamento médico para a consulta fisioterapêutica, já que é ele o profissional responsável por garantir a funcionalidade do assoalho pélvico feminino.

Os exercícios não são indicados para todos os casos pois há diferentes tipos e formas de realizá-los, a depender da disfunção apresentada.

“Os exercícios de assoalho pélvico, realizados em forma e frequência diferentes, podem contribuir para o tratamento de incontinência urinária, bexiga hiperativa, prolapsos (a depender do grau), disfunções sexuais, entre outros desequilíbrios da pelve feminina”, garante Tatiana Ciardella Rodarte, fisioterapeuta especializada em saúde da mulher pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“Vale ressaltar que estes exercícios são apenas uma pequena parcela das ferramentas de abordagem do fisioterapeuta e que o tratamento envolve o cuidado do corpo como um todo”, diz.

A fisioterapeuta explica ainda que há exercícios que podem ser feitos em casa, porém não é recomendada a prática sem uma avaliação inicial e um treino acompanhado do fisioterapeuta.

“Para que haja resultado, é necessário que a paciente apresente um nível de consciência corporal suficiente para aprendizagem correta da prática, para só depois poder reproduzir os exercícios pélvicos em casa”, ressalta.

Ela também alerta que, atualmente, muitas mulheres buscam o conhecimento sozinhas em meios como internet ou workshops e ela se alegra com este fato. Entretanto, se houver algum problema na compreensão da prática, o exercício em casa pode agravar o caso.

“O início da consciência corporal pode ser muito desafiador e o acompanhamento inicial para diagnóstico e orientação adequados são fundamentais para o sucesso do tratamento”, completa a especialista.

Exercícios de Kegel

Os exercícios de Kegel são numa série de movimentos que consistem em contrair e relaxar a musculatura do assoalho pélvico.

Na década de 1940, o ginecologista Arnold Kegel começou a difundir essa prática como uma alternativa sem cirurgia para tratamento de disfunções que afetam essa região.

“Temos comprovação científica de que o simples fato de contrair e relaxar essa musculatura (como se você estivesse segurando o xixi), realizado de forma correta, consciente e diariamente, melhora a função da musculatura do assoalho pélvico”, explica Tatiana.

Segundo ela, isso influencia positivamente na lubrificação vaginal, na força de contração responsável por sustentar os órgãos pélvicos e segurar a urina, além de outros benefícios.

Novamente, porém, a fisioterapeuta alerta: os exercícios devem ser realizados de forma correta e consciente, por isso a necessidade do acompanhamento inicial.

“Vou lhe dar um exemplo prático: você pode ter lido em um site que os exercícios de Kegel são ótimos e que você deve contrair o assoalho pélvico 10 vezes ao dia. Porém, você não tem tanta consciência corporal e começa a fazer uma força de expulsão  em vez de contração. Assim, no lugar de melhorar o seu quadro, o exercício estará fazendo a função exatamente contrária sem querer. Por isso, a orientação é tão fundamental”, aconselha Tatiana.


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