Gengivite: saiba tudo sobre a inflamação nas gengivas

21 de junho de 2018

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POR Gustavo Frank

Você já se deparou com sangramento da gengiva enquanto escovava os dentes? Esse pode ser um dos sinais da gengivite. Ela é uma inflamação limitada à gengiva que, mais comumente, é causada por higiene inadequada.

É originada do acúmulo da placa bacteriana e considerada o estágio inicial da doença periodontal, que é denominada periodontite.

Algumas vezes a pessoa que está com gengivite não tem dor, mas apresenta sangramento constante durante a escovação e/ou coloração da gengiva mais avermelhada que o normal. Quando isso ocorre, é sinal de que é necessária uma visita ao dentista para realizar uma avaliação e, provavelmente, uma raspagem (popularmente chamada de limpeza).

Causas

A principal causa de gengivite é a higienização bucal inadequada. Quando são deixados restos alimentares nas superfícies dentárias, mesmo que não sejam visíveis, inicia-se um acúmulo de bactérias, o qual forma uma placa bacteriana.

Inofensiva inicialmente, a placa pegajosa e incolor pode se desenvolver e endurecer, transformando-se no tártaro, cuja remoção só é realizada em consultório odontológico.

Isso faz com que haja uma resposta do organismo como forma de se defender da contaminação, a qual gera uma inflamação na gengiva local.

Veja algumas das causas que podem colaborar com seu aparecimento:

  • Alguns fatores sistêmicos, como alterações hormonais (puberdade e gravidez, por exemplo) e diabetes, podem exacerbar a resposta inflamatória, piorando a gengivite. Discrasias sanguíneas alteram as funções imunológicas, também alterando a resposta gengival;
  • Alguns medicamentos específicos podem gerar aumento gengival e aumentar a resposta defensiva em relação ao acúmulo de placa;
  • Algumas deficiências nutricionais também podem estar relacionada com uma resposta gengival exagerada;
  • Restaurações mal adaptadas também podem favorecer o acúmulo de placa ou gerar um “trauma” que desencadeia o processo inflamatório.

Se tratada, a gengivite é um quadro reversível. Por isso, a importância de procurar um dentista em caso de sangramento gengival.

Quais são os sintomas?

Gengivite não necessariamente causa dor ao paciente no seu estágio inicial, mas alguns dos sintomas podem começar a se manifestar se a inflamação agravar, como:

  • Gengiva inchada e avermelhada
  • Sensibilidade
  • Sangramento durante a escovação ou uso de fio dental
  • Mau hálito

Diagnóstico

Após perceber o aparecimento dos sintomas citados, é preciso procurar por um odontologista. Na consulta, o médico fará uma avaliação bucal para analisar o quadro e definir o diagnóstico.

Essa análise inclui exame clínico de todas as áreas da boca para eliminar qualquer outra possibilidade de diagnóstico.

Pode ser transmitida para os outros?

Ao contrário do que muitas pessoas possam imaginar, gengivite não é transmissível, já queleva um tempo para ter seu processo de formação e depende exclusivamente da higiene bucal do indivíduo que a adquire.

Quando devo procurar um dentista?

A busca por um odontologista deve ser imediata, logo após o aparecimento de qualquer um dos sintomas já citados anteriormente, principalmente em casos de sangramento e alteração da cor da gengiva.

Isso evita sua evolução e que acabe causando danos permanentes à estrutura dental.

Tratamentos para gengivite: caseiro e em consultório

O tratamento da gengivite consiste na remoção de fatores causadores pelo cirurgião-dentista (placa bacteriana e/ou tártaro ou restaurações inadequadas) e instrução de higiene oral que deve ser seguida em casa pelo paciente.

Em casos específicos podem ser recomendados enxaguantes bucais.

A importância do tratamento está em reverter os sinais e sintomas e impedir sua progressão.

Tem cura?

A gengivite tem cura, visto que a remoção do fator causador leva à regressão dos sintomas.

Como prevenir?

A prevenção é simples: uma rotina de higiene bucal que faça o uso obrigatório tanto da escova de dente como do fio dental.

“O uso do fio dental é o grande aliado para se prevenir da gengivite, porque só ele tem a capacidade de tirar alguns resquícios de comida que ficam presos entre os dentes, já que as cerdas da escova muitas vezes não os alcançam e promovem apenas uma limpeza superficial”, diz a odontologista Alcineia Riccon, formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).