Trombose nas fibulares: doença do namorado de Fátima começou com dor nas pernas

29 de novembro de 2018

|

POR Bruno Botelho dos Santos

Na terça-feira (27), Túlio Gadelha, deputado federal eleito e namorado da apresentadora Fátima Bernardes, foi diagnosticado com trombose nas fibulares – uma doença que forma coágulo na veia e pode levar à morte caso não seja tratada.

Entenda o caso e saiba mais sobre o problema.

Trombose nas fibulares de Túlio Gadelha

 

Tulio Gadelha internado

@tulio.gadelha/Instagram

Túlio estava de férias há dezesseis dias pela Europa junto com Fátima Bernardes. Quando retornou ao Brasil, foi ao hospital para acompanhar o pai em uma cirurgia e aproveitou para analisar a dor nas pernas que sentia.

Ele acabou sendo diagnosticado com Trombose Venosa Profunda (TVP). “Pensei que era uma dor muscular, por conta das caminhadas no frio, mas na verdade se tratava de trombose nas fibulares”, contou Túlio em seu Instagram.

O problema é comum em pessoas que passam por períodos de imobilização das pernas, principalmente depois de viagens longas de avião, como foi o caso do advogado.

Ele teve que cancelar uma viagem que faria para Brasília e deve ficar de repouso por alguns dias.

O que é trombose nas fibulares?

É um tipo específico de trombose que afeta as veias fibulares, localizadas nas pernas.

“É um tipo de Trombose Venosa Profunda (TVP) em que as veias das pernas (mais comumente afetadas) apresentam algum coágulo”, explica o cirurgião vascular Fábio Rodrigues Ferreira, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

“Ela pode ocorrer por diferentes motivos. É mais frequente em idosos e não tão comum em jovens, a não ser quando está relacionada com algum dos fatores de risco”, diz o cirurgião vascular Carlos Alberto Costa, do Hospital Santa Catarina.

O problema está relacionado com os seguintes fatores:

  • Predisposição familiar
  • Viagens muito longas de avião
  • Algum tipo de imobilização, como o uso de gesso em caso de cirurgias e traumas
  • Uso de anticoncepcionais
  • Tabagismo

Portanto, caso faça viagens longas, é importante beber bastante líquido para diminuir a viscosidade do sangue e fazer caminhadas a cada 2 horas, exercícios com os pés e evitar dormir a viagem toda.

É importante que fumantes não façam uso de anticoncepcional para não somar os dois fatores de risco. Em casos de imobilização por cirurgia, fale com seu médico sobre quais são as possibilidades de prevenção.

Por fim, a meia elástica de compressão também pode ser utilizada como um método preventivo.

Sintomas

Os sintomas mais comuns são dor e inchaço nos membros inferiores. A pessoa normalmente começa com dor constante que piora quando pisa no chão ou anda.

Como diferenciar dor nas pernas por cansaço da dor nas pernas por trombose?

Os especialistas alertam que casos de dor na perna que não são relacionados com alguma causa específica, como batida, exercício físico exagerado, ou qualquer outro motivo, já são motivo para procurar um médico.

É importante também observar se essa dor não está relacionada com algum fator de risco de trombose nas fibulares, como uma viagem prolongada, um período com as pernas imobilizadas, entre outros fatores.

Mesmo que haja motivo específico e a dor na perna seja persistente, é importante buscar um especialista o quanto antes para fazer o diagnóstico.

Possíveis complicações

A embolia pulmonar é a complicação mais comum e grave. Aguda, ela ocorre quando o coágulo se desprende e entope as artérias do pulmão, impedindo a respiração.

Outras complicações podem ser:

  • Insuficiência Venosa Crônica: anomalia que atrapalha o funcionamento do sistema venoso, gerando incompetência das válvulas nas veias;
  • Síndrome pós-trombótica: um inchaço crônico
  • Hemorragias: como complicações do tratamento

Como tratar?

O tratamento desse tipo de trombose é realizado com o uso de anticoagulantes, medicação de via oral (por comprimidos) que diminui a capacidade do sangue de formar coágulos.

Após três a cinco dias de tratamento, os sintomas já melhoram, mas é importante garantir que o coágulo se desfaça e o paciente se recupere. Então, a medicação deve ser mantida por 3 a 6 meses.

O indivíduo que passou por um quadro de trombose pode viver uma vida normal, mas deve tomar alguns cuidados com batidas, já que o uso de anticoagulante predispõe sangramentos e hemorragias.

O acompanhamento com realização de exames de Ultrassom com Doppler é importante durante o período de tratamento, afinal, consegue avaliar os vasos e o fluxo sanguíneo.

Meias elásticas ajudam muito no tratamento e prevenção da trombose porque forçam a passagem do sangue pelas veias.

Fontes

Cirurgião Vascular Fábio Rodrigues Ferreira do Espírito Santo, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo – CRM 116030

Cirurgião Vascular Carlos Alberto Fernandes Costa, do Hospital Santa Catarina – CRM 30079