Quem dorme demais tem risco maior para demência e Alzheimer, diz estudo

Atualizado em 10 de outubro de 2019

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O ato de dormir por muitas horas seguidas pode estar associado à piora de desempenho cognitivo, bem como aumento do risco de doença de Alzheimer e outros tipos de demência. A informação vem de um estudo norte-americano realizado com mais de 5 mil pessoas de uma comunidade hispânica dos Estados Unidos.

As descobertas, que também ligaram os déficits cognitivos aos sintomas de insônia crônica, ressaltam a necessidade de investigar a relação entre qualidade e a quantidade de sono.

Demência relacionada a sono prolongado

O estudo, publicado na revista Alzheimer’s & Dementia: The Journal of the Alzheimer’s Association, analisou 16 mil participantes do Estudo Latino-Americano sobre Saúde Comunitária Hispânica localizados em quatro grandes centros urbanos dos Estados Unidos: Chicago, Miami, San Diego e Bronx. Desses, 5.247 participantes entre 45 e 75 anos realizaram um teste neurocognitivo – que examinou estado mental, aprendizado verbal, memória, fluência verbal e velocidade de processamento – duas vezes, uma no início da pesquisa e outra sete anos depois.

O cientistas descobriram que pessoas que costumam ter sono prolongado – igual ou superior a nove horas de descanso – ou sintomas de insônia crônica apresentam maior risco de problemas cognitivos, como declínio significativo nas habilidades de memória, função executiva e velocidade de processamento, o que pode levar ao desenvolvimento de condições como demência, apneia do sono e Alzheimer.

As descobertas fornecem informações sobre a quantidade prolongada de sono, ao invés de pouca, relacionada a problemas cognitivos, principalmente em pacientes hispânicos. Também é importante para identificar pacientes em risco e, assim, adotar medidas para prevenir ou reduzir o risco de demência.