Morte de Jorge Fernando foi causada por aneurisma dissecante: entenda o quadro

Atualizado em 28 de outubro de 2019

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O diretor e ator Jorge Fernando morreu no último domingo (27) devido a complicações geradas pelo quadro de aneurisma dissecante da aorta completa. O artista de 64 anos estava internado no hospital Copa Star, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela assessoria dos hospital.

Morre Jorge Fernando

Jorge Fernando enfrentava problemas de saúde há três anos. Em outubro de 2016, ficou internado pelo quadro de inflamação no pâncreas. Em 2017, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Já na tarde de domingo (28), o humorista deu entrada no Hospital Copa Star devido a uma parada cardíaca em decorrência de dissecção de aorta completa.

O velório ocorrerá na terça-feira (29), no Cemitério do Caju, e será aberto ao público das 8h às 10h.

Jorge deixa como legado artístico mais de 34 novelas, minisséries e seriados que dirigiu, além de diversas participações como ator e humorista na TV e no teatro.

Aneurisma dissecante: o que é?

De acordo com a Mayo Clinic, a aorta é a maior artéria do corpo, cuja função é receber sangue oxigenado no coração e distribuí-lo, por meio de ramificações, para o restante do corpo. O aneurisma dissecante ocorre quando seu revestimento interno é rompido, levando o sangue a penetrar a camada média da parede.

O quadro grave geralmente é fruto de hipertensão arterial, embora também possa ter relação com doenças hereditárias, cardiopatias congênitas, arteriosclerose e envelhecimento.

A doença afeta principalmente pessoas de 40 a 70 anos de idade e seu sintoma principal é dor súbita ao longo do tórax.

Chance de morte é alta

O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, como radiografia, tomografia computadorizada, angiografia e ecocardiograma transesofágico.

Assim como no caso de Jorge Fernando, o que realmente preocupa são as complicações do aneurisma dissecante, que incluem AVC, ataque cardíaco, insuficiência renal e lesão nos nervos.

O aneurisma dissecante é tratado com medicamentos, que visam reduzir a frequência cardíaca e a pressão arterial, e cirurgia para reparo da aorta. O prognóstico é preocupante: 20% dos pacientes morrem antes de chegar ao hospital e um terço que sobrevive mais de duas semanas após o quadro morre em decorrência das complicações.