Estudo identifica 60 substâncias tóxicas em fraldas: riscos aos bebês

23 de janeiro de 2019

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POR Gabriele Amorim

A French Agency for Food, Environmental and Occupational Health Safety (ANSES) publicou nesta quarta-feira (23) uma avaliação sobre os produtos químicos encontrados em fraldas de bebês.

A análise se baseou em análises e testes realizados pelo Joint Laboratories Service (SCL) e pelo French National Consumers Institute (INC) entre 2016 e 2018. Esta é a primeira investigação feita por uma agência de saúde sobre os riscos das fraldas descartáveis para bebês em todo o mundo.

Fraldas podem oferecer riscos a bebês

A estudo sobre fraldas descartáveis identificou diversos produtos químicos que tiveram seus níveis de segurança excedidos.

O que foi encontrado

Foi detectada uma série de substâncias químicas perigosas que podem, por meio da urina, migrar e entrar em contato prolongado com a pele dos bebês.

Alguns dos componentes foram adicionados à fabricação dos produtos intencionalmente, como perfumes, embora possam causar alergias. Outras foram acrescidas, provavelmente, a partir de materiais contaminados ou como parte do processo de fabricação.

Entre as 60 substâncias tóxicas encontradas acima dos níveis de segurança, foram identificados hidrocarbonetos aromáticos, dioxinas, furanos, alguns tipos de perfume, bem como glifosato, que foi classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “provavelmente cancerígeno”.

Segundo o jornal francês Le Monde, a agência francesa recomendou que os produtores eliminem ou diminuam as quantidades das substâncias nos produtos o mais rápido possível.

Legislação no Brasil

O estudo foi realizado com diversas marcas disponíveis no mercado francês e, embora não tenha citado os nomes, muitas são comercializadas em outros países, inclusive o Brasil.

No Brasil, a legislação também proíbe altas quantidades de químicos que possam causar efeitos colaterais ou exponham o usuário a riscos.