Estresse aumenta risco de demência no futuro, descobre estudo

18 de janeiro de 2019

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POR Gabriele Amorim

Um estudo norte-americano descobriu que altos níveis de estresse aumentam o risco de desenvolver demência. Os resultados comprovam que o estado psicológico realmente possui relação direta com a saúde do corpo. Entenda:

Estresse pode causar demência

estudo publicado pelo Journal of Alzheimer’s Disease apontou que o sofrimento psicológico –estado de agonia emocional acompanhado de outros sintomas – vivenciado no final da meia-idade está associado ao maior risco de desenvolver demência.

No caso, o estresse é potencializado por sensação de fadiga, aumento da irritabilidade e exaustão, sendo considerado um importante indicador de sofrimento psicológico.

A resposta fisiológica ao estresse, que inclui alterações cardiovasculares e produção excessiva do hormônio cortisol, pode servir como impulsionadora para a demência.

Segundo o estudo, o risco de demência aumentou 2% para cada sintoma relatado a partir do estresse no período da meia-idade.

Resultados

Os participantes que relataram de 5 a 9 sintomas tiveram risco 25% maior de demência do que aqueles que não sofreram com estresse, enquanto os que relataram de 10 a 17 sintomas apresentaram risco 40% maior.

Os pesquisadores utilizaram os dados de 6.807 participantes que responderam perguntas sobre estresse entre os anos de 1991 e 1994. Na época da pesquisa, a amostra tinham em média 60 anos. Os dados foram vinculados a registros médicos e analisados até o final de 2016.

Os resultados do estudo comprovam que o sofrimento psicológico no final da meia-idade pode aumentar potencialmente o risco de demência.

Deste modo, a pesquisa indica que é possível reduzir o risco de demência por meio de ferramentas para controlar o estresse durante toda a vida,