Esclerose de Cláudia Rodrigues evolui para atrofia cerebral: entenda o quadro

Atualizado em 21 de outubro de 2019

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A atriz Cláudia Rodrigues, de 49 anos, está internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido ao quadro de atrofia cerebral decorrente de esclerose múltipla – doença autoimune que enfrenta desde 2000.

De acordo com sua empresária, Adriane Bonato, a comediante deu entrada na emergência após sofrer princípio de desmaio no último domingo (13).”Graças a Deus ela passou mal para a gente descobrir que está em processo degenerativo”, contou ao Ativo Saúde.

Embora Cláudia esteja consciente e estável, sua doença não tem cura e a atrofia cerebral sofrida não pode ser revertida. Contudo, os médicos responsáveis autorizaram o uso de um medicamento que visa evitar novas degenerações. “O remédio custa R$ 120 mil, então vamos solicitar cobertura pelo plano de saúde e, se não for possível, entraremos com uma ação judicial”, explicou.

O que é atrofia cerebral por esclerose múltipla?

Esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica e autoimune na qual as células do sistema autoimune danificam a bainha de mielina do sistema nervoso central, que é a película que protege os neurônios e permite que os sinais nervosos se propaguem. Como consequência, há prejuízo às sinapses.

De acordo com o neurologista Fábio Porto, do Hospital das Clínicas e da Clínica Everest, com o passar do tempo a desmielinização é tanta que a falta de impulsos nervosos gera atrofia cerebral, ou seja, redução da massa encefálica.

Embora a atrofia cerebral seja comum na esclerose múltipla, outras condições podem acarretá-la, como lesões cerebrais, alcoolismo, Alzheimer e encefalite.

É reversível? Deixa sequelas?

O problema pode causar comprometimentos neurológicos e cognitivos irreversíveis, como dificuldades de mobilidade e, principalmente, redução da cognição – que prejudica as habilidades de lógica, memória e comunicação, assim como causa declínio funcional que interfere nas atividades cotidianas.

É possível desacelerar a progressão da perda encefálica pelo uso de medicamentos que reduzem as inflamações  cerebrais, como no quadro de Cláudia Rodrigues.

 

Fonte

Neurologista Fábio Porto, do Hospital das Clínicas e da Clínica Everest – CRM 794198