Casos de dengue crescem mais de 300% no Brasil: como identificar a doença?

16 de abril de 2019

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POR Gabriele Amorim

O atual cenário da dengue no Brasil é alarmante. Somente nos três primeiros meses de 2019, mais de 322 mil casos da doença foram registrados no País, indicando aumento de 303% em relação ao mesmo período de 2018, segundo boletim oficial do Ministério da Saúde.

Embora tenha seus sintomas e meios de prevenção muito divulgados, os sinais de alerta da doença são frequentemente ignorados, o que coloca em risco a vida de quem a enfrenta.

Aumento do número de casos de dengue

Segundo o Ministério da Saúde, a região que apresenta o maior número de casos de dengue é a Sudeste, com 213.587 registros, seguida de:

  • Centro-Oeste: 56.135
  • Nordeste: 24.167
  • Norte: 17.437
  • Sul: 10.873

Quanto ao número de casos de dengue a cada 100 mil habitantes, duas regiões apresentam índices bastante altos:

  • Centro-Oeste: 349 casos a cada 100 mil habitantes,
  • Sudeste: 243 casos a cada 100 mil habitantes,

Até março de 2019, 86 mortes por dengue foram confirmadas, enquanto no último ano foram registradas 51 ocorrências no mesmo período.

Como identificar?

A dengue pode ser facilmente confundida com outras doenças transmitidas pelo mesmo mosquito, como a zika e a chikungunya. Por isso, é importante estar atento às suas características específicas para um diagnóstico mais rápido e preciso:

Principais sintomas

Febre

Na dengue, a febre costuma ser alta, entre 39 e 40 graus, e tem início súbito.

Dores

As dores ocorrem principalmente nos músculos, articulações, cabeça e atrás dos olhos.

Manchas

Aparecem manchas vermelhas pelo corpo que, em alguns casos, podem coçar.

Outros sintomas

  • Cansaço profundo
  • Tontura
  • Náusea
  • Vômito
  • Diarreia

Sinais de alerta

A dengue pode comprometer órgãos como pulmões, coração, fígado, rins e até mesmo o sistema nervoso central, exigindo atendimento médico imediato.

Quando isso ocorre, há sinais de alerta como dor abdominal
intensa, acúmulo de líquido, hemorragias e queda abrupta das plaquetas.

Fonte

Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz. Disponível em: www.bio.fiocruz.br/index.php/dengue-sintomas-transmissao-e-prevencao