Tratamentos para engravidar: tipos e como funcionam

Atualizado em 24 de junho de 2019

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POR Gabriele Amorim

Atualmente, o sonho da maternidade e da paternidade tornou-se mais próximo mesmo para casais com problemas de fertilidade devido aos diversos tipos de tratamento para engravidar que podem ser direcionados aos homens ou às mulheres. Conheça os tipos e como funcionam:

Tratamentos para engravidar

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) aproximadamente 15% da população sofre de infertilidade, termo designado a casais que após 12 meses de tentativas regulares não conseguiram engravidar.

As causas podem ser diversas, estando associadas a fatores femininos em 30% dos casos, masculinos em outros 30%, em ambos os parceiros em mais 30% e 10% sem causa aparente.

Tipos

Apenas após a investigação do médico especialista em reprodução humana será possível determinar quais as causas da infertilidade do casal e assim recomendar o tratamento para engravidar mais adequado ao caso.

Ressalta-se que nem sempre um tratamento para engravidar mais complexo – como a Fertilização In Vitro, por exemplo – é recomendado, sendo importante considerar todas as variáveis do caso antes de determinar a opção mais acertada e eficiente.

A seguir, conheça os tipos de tratamento para engravidar e quando cada um deles é indicado:

FIV

A Fertilização in Vitro (FIV) está entre as técnicas de reprodução assistida mais conhecidas. Ela é recomendada em casos de infertilidade masculina, feminina ou sem causa aparente.

Nessa técnica de tratamento para engravidar, a mulher recebe medicamentos que induzem uma ovulação maior no ciclo, sendo colhidos os gametas femininos através de punção. Os gametas do parceiro são coletados por meio de masturbação ou punção em casos específicos.

Com o material colhido, os gametas são avaliados e selecionados os mais propícios à fecundação, que ocorre em uma solução especial em ambiente laboratorial. Após a fecundação, o desenvolvimento dos embriões é acompanhado até que estejam prontos para a transferência.

Nesse intervalo, o útero da mulher é preparado para receber os embriões. As chances de sucesso por tentativa de FIV podem chegar a 70% em boas condições de saúde.

ICSI

A ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides) é uma técnica derivada da FIV mais recomendada quando há problemas de motilidade no esperma. Por meio dela a fecundação é realizada microscopicamente utilizando uma agulha de alta precisão, o que favorece as chances de sucesso na fecundação.

Mini FIV

Procedimento também derivado da FIV no qual a grande parte das etapas é realizada da mesma forma. No entanto, a Mini FIV é recomendada quando a mulher tem idade avançada e, em vez de obter vários óvulos por meio da indução ovariana, busca-se obter ao menos um de maior qualidade, exigindo menos hormônios no processo de estimulação ovariana.

Inseminação artificial

No tratamento para engravidar de inseminação artificial as primeiras etapas são semelhantes à FIV, com a mulher passando por um estímulo ovariano para produzir mais óvulos e os gametas do parceiro sendo colhidos.

A diferença é que a fecundação ocorre na cavidade uterina após os gametas masculinos serem depositados no dia da ovulação com auxílio de um cateter. A técnica é recomendada quando há problemas de fertilidade mais amenos e quando não há comprometimento das estruturas das trompas.

Coito programado

Outro tratamento para engravidar de baixa complexidade é o coito programado. Nessa técnica, o desenvolvimento folicular da mulher é monitorado por meio de ultrassonografias, identificando o dia exato da ovulação.

Assim, o casal é recomendado a ter relações sexuais exatamente no dia da ovulação, o que faz com que as chances de sucesso sejam de 20% por ciclo. Para melhores resultados, os especialistas recomendam um período de abstinência prévio para que haja maior concentração de espermatozoides.

Portanto, são diversos os tipos de tratamentos para engravidar, sendo que a recomendação mais adequada só poderá ser realizada por um especialista em reprodução assistida após avaliar o quadro e determinar as causas de infertilidade do casal.

Fonte

Ginecologista e Obstetra Giuliano Bedoschi, da Clínica Mater Prime – CRM/SP 130571