Rubéola na gravidez: riscos da infecção para mãe e bebê

Atualizado em 26 de junho de 2019

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POR Bruno Botelho dos Santos

Rubéola é uma doença infecciosa causada pelo Rubella vírus que, em geral, costuma se resolver sozinha, sendo necessário apenas acompanhamento para aliviar os sintomas. O risco é maior, porém, quando se manifesta na gestação, período no qual oferece riscos elevados para o feto e a mãe. A seguir, saiba mais sobre rubéola na gravidez.

Síndrome da Rubéola Congênita

O vírus da rubéola é transmitido por meio de gotículas expelidas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Quando contamina grávidas, recebe o nome de Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) e pode ser perigosa para a grávida e seu bebê.

Rubéola na gravidez pode causar aborto espontâneo e diversos tipos de malformação, como alteração cardíaca e catarata. Além disso, a doença tem ligação com autismo e doenças crônicas, como diabetes e disfunções da tireoide.

A infecção pelo vírus da rubéola causa danos ainda mais graves quando a mãe é infectada no início da gravidez, especialmente no primeiro trimestre.

Sequelas

Os defeitos congênitos mais comuns da Síndrome da Rubéola Congênita podem incluir:

  • Surdez
  • Catarata
  • Problemas cardíacos
  • Dificuldades intelectuais
  • Danos ao fígado e baço
  • Baixo peso de nascimento
  • Erupção cutânea no nascimento

Também podem ter outras complicações menos comuns, como:

  • Glaucoma
  • Dano cerebral
  • Tireoide e outros problemas hormonais
  • Inflamação dos pulmões

Como prevenir?

É indicado que antes de engravidar a mulher faça exames para avaliar se está imunizada. Caso não esteja e contraia rubéola na gravidez, deve receber anticorpos que combatem a infecção, mas ainda assim o bebê pode desenvolver sequelas.