Alimentação na gravidez não deve ser restritiva

Atualizado em 26 de junho de 2018

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POR Marina Zyrianoff

A gestação é uma fase em que a mulher precisa mais do que nunca de uma alimentação saudável e bem equilibrada. Afinal de contas, o desenvolvimento do bebê depende única e exclusivamente disso. Mas nem todas as futuras mães sabem ao certo o que podem ou não comer neste período — algumas, inclusive, relacionam a alimentação na gravidez a uma dieta restritiva. Mas não é bem assim.

Seguir uma alimentação balanceada durante a gestação é fundamental, sim, mas existem formas de tornar o hábito de comer bem durante os nove meses menos chato do que pode parecer. Por isso, separamos algumas informações importantes que você deve saber sobre o assunto. Confira abaixo!

A importância de uma boa alimentação na gravidez

Antes de qualquer coisa, você já ouviu falar no termo de imprinting metabólico? Esta teoria defende que as primeiras experiências nutricionais do bebê, ainda dentro do útero, seriam determinantes para programar o padrão metabólico de seu organismo, bem como a propensão para desenvolver determinadas doenças ao longo da vida.

Em resumo, o imprinting metabólico nada mais é do que um ambiente gestacional que seja favorável para que a estrutura, fisiologia e metabolismo da criança sejam formados de maneira mais saudável possível desde a sua formação intra-uterina.

Isso evita consequências futuras, como doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, obesidade e até alergias alimentares.

Muito em razão disso, não se deve sair por aí comendo tudo o que se tem vontade, porque além de engordar mais do que o indicado na gestação, o risco de déficit em algum nutriente quando não se cuida da alimentação na gravidez também é grande.

É necessário, antes de mais nada, saber o que você deve ou não comer, e para isso o ideal é ter acompanhamento médico ou de um nutricionista.

Nutrientes indispensáveis

Nos primeiros meses de gestação, a ingestão de ácido fólico é extremamente importante. Ele garante que o bebê não tenha doenças no tubo neural (como a espinha bífida) e no cérebro (anencefalia). “Ele é encontrado nas proteínas animais, em aspargos e no espinafre”, afirma a nutricionista Juliana Pizzocolo.

Outro mineral importante, principalmente no terceiro trimestre de gestação, é o ferro — indispensável no desenvolvimento do feto nesta fase. “Ele pode ser encontrado nas carnes vermelhas (ferro “heme”, melhor absorvido pelo organismo), açaí, vegetais verde escuros, e grãos (ferro “não heme”, que possui uma absorção menor)”, afirma a especialista. “Estes últimos podem ter seu efeito potencializado combinando alimentos ricos em vitamina C, como laranja, limão, acerola, tangerina, entre outros”, completa.

É importante lembrar que alguns alimentos prejudicam a absorção deste mineral, como cafeína, leite e derivados — principalmente se consumidos logo após as principais refeições. No geral, a gestante deve comer de 3 em 3 horas, evitando longos períodos em jejum.

O que evitar durante a gestação?

Da mesma forma que deve-se priorizar a ingestão de alguns minerais e nutrientes específicos, também é preferível evitar alimentos com alto teor de açúcar, sal, gordura e muito condimentados. “O ideal para todo mundo é consumir frutas, verduras, legumes, leguminosas, proteínas magras e cereais integrais, além de beber muita água. Para grávidas, então, essa é a dieta perfeita!”. Bebidas alcoólicas, como já se sabe, estão banidas, pois podem causar má formação fetal.

“O segredo da alimentação saudável está no equilíbrio e na moderação. Nada de dieta restritiva durante esta fase!”, afirma a nutricionista. O que não se deve esquecer é que a futura mãe precisa estar 100% saudável para garantir que o crescimento do seu bebê seja perfeito.