Stiletto: veja os benefícios da aula de dança com salto alto

05 de julho de 2018

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POR Gustavo Frank

Talvez você não o conheça por nome, mas já deve ter visto muita gente praticando o stiletto. A modalidade é um estilo de dança que tem como base o universo feminino, unindo três características indispensáveis: a sensualidade, a elegância e, claro, o salto alto – do tipo agulha, preferencialmente.

Fenômeno nas redes sociais, sua inspiração é nos musicais da Broadway e em divas como Madonna e Beyoncé. Aqui no Brasil, há como representante a cantora Anitta, que já trabalhou com a coreógrafa brasileira Rapha Centurião, que tem mais de 850 mil visualizações em seu canal no YouTube.

Além de ser um ótimo exercício físico para quem busca fugir das modalidades que englobam inúmeras repetições de levantamento de peso e longos minutos de prática aeróbica, a dança stiletto pode trazer diversos benefícios para o corpo.

E, caso não tenha ficado claro, está longe de ser destinada somente às mulheres: qualquer um pode se aventurar – exceto as crianças, devido aos riscos pelo uso precoce do salto alto.

Como surgiu o stiletto?

 

Duas mulheres dançando com salto alto

Voyagerix/Shutterstock

A dança teve início no Broadway Dance Center, um famoso estúdio de Nova York (EUA), e seu nome faz referência a um tipo de sapato de salto agulha – instrumento fundamental para a prática.

A grande precursora do estilo é a professora, coreógrafa e bailarina norte-americana Dana Foglia, que já trabalhou com Beyoncé durante a produção dos audiovisuais do álbum “Lemonade”, incluindo a famosa faixa “Formation”.

A modalidade compreende movimentos dos braços e das pernas e se inspira em ritmos como hip hop, jazz e vogue, sendo o último uma maneira de dançar criada pela comunidade LGBT nos Estados Unidos e popularizada na década de 1980 como uma mistura entre o clássico e o urbano.

Como funciona a aula de stiletto?

 

Segundo a dançarina Camila Félix, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a aula é dividida em duas etapas: preparação, conhecida também como “High Heels”, e a execução, a “Femmology”.

Na primeira, é ensinado ao aluno como manter o equilíbrio em cima do salto alto, começando por movimentos básicos, como andar, e evoluindo para algo mais avançado, como passos de dança.

A “Femmology” é o momento onde se desenvolve a feminilidade dos movimentos de dança, ou seja, a parte em que a sensualidade é explorada para fazer com que “os passos não sejam só bem executados, mas também transmitam alguma mensagem”.

Usar salto alto é obrigatório?

O uso do salto alto no stiletto é fundamental para que os movimentos sejam bem executados, uma vez que o acessório “corrige a postura durante a dança e é determinante para alguns dos movimentos ao longo da coreografia”, conta Camila.

Quais são os benefícios?

A dança stiletto é ótima para quem procura uma opção de atividade física diferente das convencionais.

Sua prática trabalha as linhas do corpo, de modo a criar flexibilidade para a coluna e para os membros, além de fortalecer os músculos da perna, dos glúteos e do abdômen. Ainda há melhora do equilíbrio, da postura e da coordenação.

Ainda há benefícios do stiletto no quesito emocional, conforme a dançarina Camila Félix explica: “Existem muitos alunos com problemas de ansiedade e depressão que, depois que começarem a frequentar as aulas, relataram estar se sentindo muito melhor”.

Uma pesquisa do Centro Universitário Central Paulista (Unicep) mostra que este tipo de dança ainda reflete na autoestima. Segundo o estudo, os praticantes “se sentem mais confiantes nos locais de trabalho, nas famílias e ao executar tarefas do dia a dia”.

O stiletto emagrece?

 

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Como exercício físico, stiletto dance emagrece e pode eliminar até 600 calorias por aula. No entanto, é ainda melhor porque, além de beneficiar a perda de peso, também ajuda a fortalecer a musculatura do corpo inteiro.

Há contraindicações?

Quem sofre com problemas nos joelhos, como lesões nos meniscos, e na coluna, como hérnia de disco, deve procurar um médico especializado, como ortopedista, para avaliar se a modalidade e o uso de salto podem prejudicar a saúde e evitar complicações.

Caso a dança seja feita de maneira incorreta ou com frequência exagerada, há risco de desgaste das articulações.

Para evitar complicações, é indicado apenas realizar aulas com professores especializados a prática e optar por usar saltos confortáveis nos pés.

Quanto custa?

 

O preço das aulas de stiletto variam entre diversos estabelecimentos, mas normalmente ficam em R$ 50 a R$ 100 por aula*.

*Preços checados em julho de 2018.