Maltodextrina: é melhor consumir no pré ou no pós-treino? Tire suas dúvidas!

14 de maio de 2018 ● POR Amanda Grecco

Não são todos que sabem o que é maltodextrina. Muito conhecido somente como malto, este suplemento é um carboidrato complexo bastante utilizado por atletas que buscam melhor performance nos treinos e maior ganho de massa muscular.

Entretanto, apesar de popular, existem muitas dúvidas que rondam a maltodextrina. Por exemplo: você sabe se é melhor consumi-la antes ou depois do treino? Dependendo do uso que você faz desta suplementação, você pode obter resultados completamente diferentes.

Abaixo, separamos algumas informações importantes para você se embasar. Confira!

Maltodextrina antes do treino

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) mostrou indícios de que a maltodextrina pode estar relacionada com uma melhora no desempenho de atletas praticantes de esportes como natação, ciclismo e corrida.

De acordo com o estudo, algumas áreas do sistema nervoso central podem ser estimuladas pela suplementação quando o consumo ocorre antes do treino.

Os benefícios da maltodextrina, na verdade, são especialmente positivos para atletas de modalidades esportivas mais intensas e exaustivas. Isso porque a malto não desencadeia aumentos bruscos de glicemia, o que evita o esgotamento rápido do glicogênio — o combustível que permite que o organismo continue funcionando, mesmo em circunstâncias mais extremas, como em uma maratona.

Por exemplo: você sabe que é super normal que atletas de corridas de longa duração ingiram bebidas isotônicas com carboidratos para se hidratar e ter energia para continuar a prova, certo?

Pois então, pesquisas demonstram que as bebidas que utilizam maltodextrinas em sua composição são os melhores isotônicos, pois apresentam melhor digestão e, por serem menos doces, facilitam a ingestão de quantidades ainda maiores — o que é ótimo para o desempenho.

Além disso, o suplemento também não faz com que o corpo produza mais ácido úrico e previne contra o aumento do colesterol ruim e do triglicérides.

Da mesma forma, porém, também foi observado que esses benefícios são facilmente encontrados em outros carboidratos de rápida absorção, como os encontrados na batata inglesa e na banana.

Depois do treino

De acordo com outro estudo, desta vez conduzido por pesquisadores da University of Texas Medical Branch, nos Estados Unidos, quando a maltodextrina é ingerida no pós-treino, ela ajuda a repor o glicogênio perdido durante a atividade física e também no crescimento muscular.

Isso, porém, funciona de forma diferente em relação ao pré-treino. Usada como suplemento proteico, a maltodextrina quebra o processo de quebra da proteína e dá início ao processo anabólico (de reconstrução das fibras musculares). É isso que faz o músculo crescer e mostrar os resultados tão desejados na academia.

Então, o que é melhor? Maltodextrina no pré ou no pós-treino?

Estudos mostram que há pontos negativos no consumo da maltodextrina no pré-treino pelo fato de, ao mesmo tempo em que há a prova da melhora no desempenho, sua ingestão também aumenta a produção de insulina e diminui os níveis de glicose no sangue.

Isso poderia levar à chamada “hipoglicemia de rebote”, que pode atrapalhar a performance do atleta e até desencadear uma sensação maior de fome, induzindo à alimentação desnecessária e a um consequente ganho de peso.

Além disso, assim como qualquer açúcar que é consumido, convertido em energia e que não é gasto, a maltodextrina pode ser armazenada em forma de gordura.

Por isso, é importante levar todos esses aspectos em consideração antes de optar pelo uso do suplemento no pré ou no pós-treino. O melhor é sempre consultar um nutricionista e/ou um endocrinologista para alinhar seus objetivos com suas demandas nutricionais.

Esta é a melhor forma de saber qual tipo de uso vai ser o melhor para você e ajudar a alcançar os resultados desejados mais rapidamente.

Quem pode tomar?

Atletas que praticam esportes como natação, ciclismo, corrida ou outra atividade exaustiva e de longa duração podem tomar maltodextrina. Desde que o consumo seja devidamente orientado por um profissional de confiança, é claro.

E suas contraindicações?

Por ter ação idêntica a do açúcar, a maltodextrina eleva a glicose no sangue. Portanto, pessoas com diabetes ou pacientes que realizam algum tratamento para síndromes metabólicas com dieta de baixo consumo de carboidratos não devem fazer uso deste suplemento.

A maltodextrina pode substituir o açúcar?

Por ter sabor neutro, muitos alimentos fit acabam substituindo o açúcar comum por maltodextrina misturada a adoçantes artificiais.

Na verdade, ela não é um açúcar, mas um polímero de glicose. Esse nome chique, porém, só funciona na prática, pois ela se transforma em açúcar quase que instantaneamente após a ingestão.

A maltodextrina também é menos prejudicial do que o açúcar refinado, pois não passa por todo o processo de refinamento com aditivos químicos que o açúcar da cana, mas tem a mesma ação no organismo.

Como consumir?

O suplemento está disponível em pó e pode ser encontrado em vários sabores diferentes. Normalmente, ele precisa ser dissolvido em água, observando-se a proporção de 1 a 3 colheres de sopa de maltodextrina em um copo d’água.

  • No pré-treino, tome até 30 minutos antes;
  • No pós-treino, consuma até 1 hora depois de finalizar o exercício.

Quanto custa geralmente?

Diferentemente de outros suplementos proteicos, a maltodextrina tem preço acessível e o valor do quilo oscila entre R$10 a R$20. A maltodextrina pode ser encontrada em lojas especializadas de suplementos para atletas.