Cuidados no calor: atenção ao treinar em dias de sol forte

Atualizado em 21 de fevereiro de 2018

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Nunca é demais relembrar alguns cuidados no calor que todo praticante de atividade física deve ter. É preciso seguir algumas dicas para treinar debaixo de sol forte.

Este é um hábito bastante enraizado em quem se exercita na rua, principalmente corredores e triatletas. Mas nem todos se preocupam com o calor intenso.

Só que alguns cuidados simples podem fazer toda a diferença. Por exemplo, praticar esportes no amanhecer ou entardecer, quando o sol já não está mais tão forte, muitas vezes resolve o problema.

Mas além disso, conhecer os riscos e efeitos da insolação e da interferência das condições climáticas no rendimento também pode colaborar para garantir melhores resultados nos treinos — além de melhorar e preservar a saúde como um todo, é claro.

É preciso também estar ciente das consequências negativas que a exposição desprotegida ou prolongada ao sol pode provocar à saúde. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a incidência de câncer de pele no Brasil é altíssima: cerca de 25% dos tumores malignos registrados por aqui são os que afetam a pele.

Pensando em tudo isso, preparamos alguns lembretes de cuidados no calor para você incluir na sua rotina de treinos. Confira!

4 cuidados no calor

1. Encare horários críticos

Os oncologistas recomendam que as pessoas evitem a exposição ao sol entre 10h e 16h, pois “nesse horário, a radiação ultravioleta é maior e, consequentemente, o risco de aparecerem mutações genéticas que causam o câncer”, como explica Amândio Soares, diretor da Oncomed.

Sabendo disso, não dispense seus eventuais treinos de simulação de prova, quando você encara as mesmas condições que vai enfrentar no dia da competição, para se preparar.

Reforce a proteção da pele (protetores solares à prova d’água e um fator maior que o habitual), a hidratação e a alimentação pré, durante e pós-prova.

Importante: tais simulados valem para conhecer suas situações reais de saúde e capacidade. Por isso, trabalhe seus limites antes de extrapolá-los — e sempre na companhia de um treinador.

2. Proteja-se sempre

Não julgue os perigos para sua pele a partir da quantidade de nuvens no céu. Muita gente acredita que o sol escondido entre nuvens perde seu poder, mas não é verdade.

É importantíssimo suar o protetor solar mesmo quando o tempo estiver nublado. Quem explica é o especialista Amândio Soares.

“Os raios ultravioleta não são bloqueados pelas nuvens. As pessoas devem se lembrar que estão se protegendo da radiação ultravioleta, que penetram até as camadas mais internas da cútis, e não da luz solar simplesmente. Sabe-se que o efeito cumulativo da radiação ultravioleta amplia as chances de o indivíduo adquirir câncer de pele”.

3. Valorize suas roupas e acessórios

Protetores solares são indispensáveis, mas não são suficientes para enfrentar o sol nos horários mais críticos. Por isso, dê atenção a suas roupas e equipamentos para os treinos, incluindo aí produtos pensados para esse fim, como os tecidos anti-uv (bloqueiam a passagem dos raios) e viseiras ou bonés.

Essa necessidade vem do fato de que “a maioria das roupas reflete ou absorve os raios solares nocivos (UV), por isso a ajuda de protetores na cabeça, que estendem a sombra para o rosto, pescoço e nuca, também áreas mais sensíveis”, ensina médico.

4. Recuperação e observação depois dos treinos

Terminada sua seção de treinamento diário, inclua em sua rotina um bom banho, o uso de produtos cosméticos e principalmente uma boa observação de sua pele no pós-treino.

“Mudanças em pintas, surgimento de manchas e o aparecimento de feridas que não cicatrizam, marcas ou nódulos podem indicar modificações celulares relacionadas ao câncer”, alerta o especialista.

É importante ressaltar, porém, que nem toda mancha que aparece na sua pele é necessariamente indicativo de um tumor, mas em caso de dúvidas, é sempre bom consultar um médico.

 

Fonte: Dr. Amândio Soares, diretor da Oncomed – Centro de Prevenção e Tratamento de Doenças Neoplásicas.