O que é melhor? Bolsa de gelo ou água quente para aliviar dores?

01 de fevereiro de 2018 ● POR Redação

Sentir dor após a pratica de atividade física é um incômodo que atinge muitas pessoas, independentemente do nível técnico ou do grau de treinamento.

Para aliviar a dor (ou até mesmo a lesão), você já deve ter ouvido falar que utilizar uma bolsa de gelo no local ajuda. Porém, existe a premissa de que água quente sobre a região afetada também ajuda a combater a dor.

Afinal, o que realmente funciona para aliviar as dores? Abaixo, esclarecemos o que acontece quando você aplica gelo ou calor num local machucado do corpo.

Uso de bolsa de gelo (crioterapia)

A bolsa de gelo geralmente é utilizada para tratar lesões agudas que aparecem após a prática de exercícios. A crioterapia, como é chamada, faz a vasoconstrição dos tecidos danificados ou solicitados em excesso que estão inflamados, vermelhos, quentes e inchados.

Ela abrange uma grande quantidade de técnicas específicas que utiliza o frio na forma líquida (água), sólida (gelo) e gasosa (gases), com o propósito terapêutico de retirar o calor do corpo induzindo a um estado de hipotermia, para diminuir a dor.

O processo inflamatório é um processo “natural”. Porém, quando ocorre pode ser muito doloroso, sendo viável o uso da crioterapia, por ser uma forma mais leve de controlar a inflamação e impedir que esse processo aumente de forma exagerada. Ela pode ser utilizada de três maneiras:

  • Na analgesia (ajuda na diminuição das dores musculares);
  • No controle ou diminuição do processo inflamatório;
  • Na redução da condução da dor, fluxo sanguíneo e metabolismo do local.

Além de inibir a inflamação causada pelos traumas, o efeito analgésico da crioterapia é reforçado pela sensação de bem-estar provocada pela liberação no cérebro de substâncias como adrenalina, serotonina e endorfina.

Como aplicar?

Saco ou bolsa de gelo

A mais barata e mais tradicional maneira, pois você só irá precisar colocar alguns cubos de gelo em um saco plástico e aplicar no local onde está sentindo a dor.

Bolsa de gel

Você pode encontrar uma bolsa de gel em lojas esportivas e farmácias. Funciona da mesma maneira do saco de gelo. A diferença é que você pode usar várias vezes.

Só tenha cuidado durante a aplicação, pois se a bolsa ficar em contato com a pele durante muito tempo, poderá grudar e causar pequenas queimaduras.

Imersão em gelo e água

Comuns nos ambientes pós-provas, é uma das formas mais eficientes da crioterapia, pois a área de alcance é muito maior e a sensação de relaxamento também.

Uso de água quente (termoterapia)

A termoterapia nada mais é do que terapia com calor. É usada, principalmente, para lesões crônicas e para os músculos, com a aplicação de qualquer substância que provoque o aumento de temperatura nos tecidos do seu corpo.

Ela ajuda a aliviar a dor de espasmos musculares, pontos de gatilho (espasmos localizados ou nós musculares) e o estresse psicológico (que pode ser um fator importante em muitos problemas de dor).

Como aplicar?

A aplicação do calor é um pouco diferente: é importante lembrar que a sua pele sempre deve ser protegida por um tecido fino (como uma meia no pé, por exemplo) para evitar queimaduras.

Bolsa quente

Utilizando uma bolsa quente, você deve colocá-la sob o local e repetir o procedimento até de duas em duas horas, ou de três a cinco vezes por dia.

O tempo necessário do procedimento pode variar de 15 a 30 minutos, dependendo do tamanho da articulação. É contraindicado dormir com as bolsas para evitar queimaduras.

Ondas (curtas) de calor

Este é um processo mais profundo, feito somente em clínicas de fisioterapia. Neste caso, você precisa consultar um especialista para seguir todas as recomendações.

Quando não usar o calor?

Antes de aplicar o calor a área afetada, lembre-se de que você não deve aquecer regiões do corpo que estiverem anestesiadas, edemaciadas, inflamadas, feridas com sangramento, áreas com tumores e, por fim, sobre o abdômen de gestantes.

Por exemplo: aquecer muito o seu joelho, que está recém-lesionado, pode fazer com que ele inche mais.

 

 

 

Fonte: Leonardo Pires, Marcio Daniel e Renan Higashi, fisioterapeutas do Instituto do Atleta (INA), em São Paulo.


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