Bolsa de gelo ou água quente para aliviar dor: qual é melhor?

Atualizado em 11 de setembro de 2019

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Sentir dor após a prática de atividade física é comum para muitas pessoas, independentemente do nível técnico ou do grau de treinamento. Para aliviar o incômodo, ou até mesmo a lesão, é possível utilizar bolsa de gelo ou água quente sobre a região afetada.

Afinal, qual dos dois tipos de compressa é melhor? Abaixo, esclarecemos o que acontece quando você aplica gelo ou calor num local machucado do corpo.

Uso de bolsa de gelo

A bolsa de gelo geralmente é utilizada para tratar lesões agudas que aparecem após a prática de exercícios. A crioterapia, como é chamada, faz a vasoconstrição dos tecidos danificados ou solicitados em excesso que estão inflamados, vermelhos, quentes e inchados.

Ela abrange uma grande quantidade de técnicas específicas que utiliza o frio na forma líquida (água), sólida (gelo) e gasosa (gases), com o propósito terapêutico de retirar o calor do corpo induzindo a um estado de hipotermia, para diminuir a dor.

O processo inflamatório é um processo “natural”. Porém, quando ocorre pode ser muito doloroso, sendo viável o uso da crioterapia, por ser uma forma mais leve de controlar a inflamação e impedir que esse processo aumente de forma exagerada. Ela pode ser utilizada de três maneiras:

  • Na analgesia (ajuda na diminuição das dores musculares);
  • No controle ou diminuição do processo inflamatório;
  • Na redução da condução da dor, fluxo sanguíneo e metabolismo do local.

Além de inibir a inflamação causada pelos traumas, o efeito analgésico da crioterapia é reforçado pela sensação de bem-estar provocada pela liberação no cérebro de substâncias como adrenalina, serotonina e endorfina.

Como aplicar?

Saco ou bolsa de gelo

A mais barata e mais tradicional maneira, pois você só irá precisar colocar alguns cubos de gelo em um saco plástico e aplicar no local onde está sentindo a dor.

Bolsa de gel

Você pode encontrar uma bolsa de gel em lojas esportivas e farmácias. Funciona da mesma maneira do saco de gelo. A diferença é que você pode usar várias vezes.

Só tenha cuidado durante a aplicação, pois se a bolsa ficar em contato com a pele durante muito tempo, poderá grudar e causar pequenas queimaduras.

Imersão em gelo e água

Comuns nos ambientes pós-provas, é uma das formas mais eficientes da crioterapia, pois a área de alcance é muito maior e a sensação de relaxamento também.

Uso de água quente

A termoterapia nada mais é do que terapia com calor. É usada, principalmente, para lesões crônicas e para os músculos, com a aplicação de qualquer substância que provoque o aumento de temperatura nos tecidos do seu corpo.

Ela ajuda a aliviar a dor de espasmos musculares, pontos de gatilho (espasmos localizados ou nós musculares) e o estresse psicológico (que pode ser um fator importante em muitos problemas de dor).

Como aplicar?

A aplicação do calor é um pouco diferente: é importante lembrar que a sua pele sempre deve ser protegida por um tecido fino (como uma meia no pé, por exemplo) para evitar queimaduras.

Bolsa quente

Utilizando uma bolsa quente, você deve colocá-la sob o local e repetir o procedimento até de duas em duas horas, ou de três a cinco vezes por dia.

O tempo necessário do procedimento pode variar de 15 a 30 minutos, dependendo do tamanho da articulação. É contraindicado dormir com as bolsas para evitar queimaduras.

Ondas (curtas) de calor

Este é um processo mais profundo, feito somente em clínicas de fisioterapia. Neste caso, você precisa consultar um especialista para seguir todas as recomendações.

Quando não usar o calor?

Antes de aplicar o calor a área afetada, lembre-se de que você não deve aquecer regiões do corpo que estiverem anestesiadas, edemaciadas, inflamadas, feridas com sangramento, áreas com tumores e, por fim, sobre o abdômen de gestantes.

Por exemplo: aquecer muito o seu joelho, que está recém-lesionado, pode fazer com que ele inche mais.

Fontes

Fisioterapeuta Leonardo Pires, do Instituto do Atleta (INA).

Fisioterapeuta Marcio Daniel, do Instituto do Atleta (INA).

Fisioterapeuta Renan Higashi, do Instituto do Atleta (INA).