Fotodepilação: o que é, como é feita e cuidados necessários

20 de dezembro de 2018

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POR Bruno Botelho dos Santos

Os pelos apresentam a função de proteger o corpo de agressores externos, mesmo assim muitas pessoas os consideram “inimigos”, já que não favorecem a parte estética. Com isso, surgem diversos métodos para ajudar a diminuir sua quantidade e crescimento. Uma dessas alternativas é a fotodepilação. Conheça o procedimento:

O que é fotodepilação?

Fotodepilação é um método que utiliza um aparelho que emite Luz Intensa Pulsada (LIP) para remoção parcial de pelos.

Como é feita?

 

como funciona a fotodepilação

Macrovector/Shutterstock

O processo se dá por meio de um disparo de luz na área a ser depilada. O pigmento melanina do bulbo do folículo piloso (cavidade em que nasce cabelo e pelo) absorve a luz em grande intensidade, o que resulta na destruição das células germinativas desta estrutura.

Deste modo, em algumas sessões é possível diminuir de maneira considerável a quantidade de pelos da região em que o procedimento foi feito.

Qual é a eficácia?

Uma vez que o bulbo do pelo foi destruído pelo disparo de luz, a tendência do fio é cair sozinho.

Não existe um método de depilação 100% eficaz e definitivo, mas a fotodepilação é bem duradoura, visto que o pelo só voltará a nascer se suas células germinativas se regenerarem, o que pode nunca acontecer ou levar muitos anos.

Quantas sessões são necessárias?

São necessárias, em média, dez sessões para que a espessura e a quantidade dos fios fique menor.

Apesar da estimativa, o número de sessões varia de pessoa para pessoa e depende de vários fatores, tais como espessura do pelo, número de fios, fases do ciclo capilar e condições de saúde.

Por exemplos, podem ser necessários mais encontros para pacientes que têm patologias que aumentam a quantidade de testosterona, hormônio que promove crescimento dos pelos, como a síndrome de ovários policísticos.

Cuidados

Antes de iniciar o processo, o paciente deve responder um questionário que informa quais remédios pode estar usando, uma vez que existem medicamentos que são fotossensibilizantes e, por este motivo, aumentam o risco de queimaduras. Um destes compostos é a isotretinoína, conhecida popularmente como Roacutan.

Antes da fotodepilação

O paciente deve se preocupar no sentido de manter os pelos curtos com métodos que não destruam o bulo pilar, por que este é o que garante a eficácia do procedimento. Esses métodos são: lâmina de barbear, máquina ou creme depilatório.

Pode ser requisitado aparar os pelos de três a cinco dias antes da sessão.

Após a fotodepilação

A pessoa deve evitar tomar sol durante todo o processo, em especial nos 30 dias posteriores à sessão, uma vez que a pele bronzeada apresenta maior chance de queimaduras. Além disso, é indicado o uso de protetor solar com fator mínimo 30.

Quem tem pele sensível pode usar algum creme calmante prescrito pelo profissional responsável para aliviar e evitar a irritação na pele.

É indicada para quais casos?

A fotodepilação é indicada para pessoas que querem controlar a quantidade de pelos em determinada área do corpo e em casos de foliculite pilosa, infecção de um ou mais dos bulbos em que o pelo cresce.

O procedimento pode ser realizado desde as peles mais claras até as mais escuras. É mais eficiente em pele clara com pelos escuros e grossos devido a presença de melanina, mas pode ser utilizada em qualquer tonalidade.

Quais partes do corpo não podem ser fotodepiladas?

Quase todas as áreas podem ser submetidas à fotodepilação, exceto mucosas, como boca e partes íntimas, ânus, pálpebras e bolsa escrotal.

Riscos

O procedimento tem pouca incidência de riscos se bem executado. Quando ocorrem, as complicações envolvem:

  • Vermelhidão
  • Irritação
  • Inchaço
  • Formação de feridas
  • Manchas escuras ou claras
  • Cicatrizes

Contraindicações

Fotodepilação é contraindicada para pessoas nos seguintes casos:

  • Gestantes
  • Pessoas com pele bronzeada
  • Pacientes com infecções ativas no local a ser tratado
  • Portadores de doenças fotossensibilizantes (como vitiligo) ou fotoalergia
  • Pessoas em uso de medicações que elevam a fotossensibilidade
  • Pacientes com câncer

Diferenças entre depilação a laser e fotodepilação

 

depilação a laser

Juta/Shutterstock

A principal diferença da fotodepilação para a depilação a laser está na área de contato da luz com a pele e o comprimento das ondas.

Na fotodepilação, uma área maior é abrangida, o que faz a aplicação ser mais rápida e também indolor, ao contrário da a laser, que pode apresentar leves incômodos, embora use um sistema de refrigeração que minimiza a sensação de calor na área a ser tratada.

A sessão de Luz Intensa Pulsada é mais barata do que a de depilação a laser, embora seus resultados sejam menos duradouros e imediatos.

Fotodepilação caseira

Com o objetivo de facilitar o acesso aos procedimentos, sempre surgem opções e métodos caseiros. Com a fotodepilação não é diferente: já estão disponíveis equipamentos para uso domiciliar.

Porém, há diferenças entre a depilação profissional e a caseira, a começar pela menor potência dos  equipamentos individuais em comparação com os usados em clínicas e consultórios.

Além disso, os riscos ao realizar o procedimento em casa são maiores e incluem:

  • Queimaduras
  • Manchas claras na pele
  • Hiperpigmentação
  • Sensação de secura
  • Formação de crostas ou dano ocular (se os óculos de proteção não forem utilizados adequadamente)

Quanto custa?

O preço de cada uma das sessões de fotodepilação varia de acordo com o profissional e a área a ser tratada, mas vai de R$ 50 a R$ 70.

 

Fontes

Dermatologista Domimberg Ferreira, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia – CRM 130971