Tratamento individualizado é essencial para evitar danos à saúde

20 de agosto de 2018

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Colaboração de Jacqueline Moniz Anversa, nutricionista esportiva, clínica e coach da Clínica Dra. Maria Fernanda Barca.

Sempre que recebemos indivíduos que buscam um estilo de vida mais saudável e um corpo esbelto precisamos entender que existe uma série de fatores que exigem avaliação especializada e individualizada, como alimentação, atividades físicas, genética, sono, resposta metabólica aos fatores externos, doenças pré-existentes (como síndrome metabólica, pré-diabetes e diabetes), entre outros.

Por isso, é imprescindível seguir um tratamento individualizado e multidisciplinar com médicos endocrinologistas, nutricionistas, educadores físicos, fisioterapeutas, etc. Entenda:

Tratamento individualizado para alimentação e suplementos

Quando nos referimos à prática de atividade física, devemos nos atentar à intensidade, frequência, duração e modalidade esportiva para que, assim, a alimentação e a suplementação sejam indicadas de forma consciente e individualizada.

Muitos indivíduos chegam ao consultório alegando que fazem mil e uma atividades e “pegam muito pesado”. Essa informação pode ser subjetiva quando comparada aos atletas profissionais. Por isso, é importante e cabe ao profissional entender melhor essas variáveis de treino para que a alimentação e a suplementação não sejam indicadas de forma equivocada.

Por exemplo: é preciso oferta alimentar e suplementação diferentes entre uma pessoa que pratica algum exercício de intensidade leve à moderada 3 vezes e outra que treina de maneira moderada à intensa 6 vezes por semana. Em ambos os casos, o resultado na composição corporal será diferente, seja para ganho de massa muscular ou redução de gordura corporal.

É preciso diferenciar os praticantes de acordo com a intensidade e a intenção da modalidade (como para fins competitivos ou não).

Portanto, para cada perfil de saúde, alimentação e suplementação, deve haver tratamento individualizado.

Não siga dietas e treinos da moda

Como informações sobre estilo de vida estão cada vez mais em alta, muitas pessoas acabam por conta própria se medicando, se suplementando e ajustando a alimentação conforme o que veem e leem nas redes sociais e, até mesmo, por relatos de colegas.

Contudo, sabemos que esta não é uma prática tão simples, o que explica porque os profissionais envolvidos levam anos de estudo e dedicação para oferecerem a melhor e mais adequada promoção da saúde.

Por isso, deve haver cuidado em não usar “suplementos da moda” sem indicação, como proteínas, gel de carboidrato, aminoácidos, nutracêuticos, fitoterápicos e princípios ativos que prometem aumento da performance ou queima de gordura rápida sem ao menos saber se sua saúde permite este tipo de estratégia.

O uso de anabolizantes, como testosterona e derivados, ou dos tão cultuados chips da beleza também pode interferir na produção de hormônios e espermatozoides, além de prejudicar a ovulação e levar à masculinização de mulheres.

Já os hormônio de crescimento (GH) são liberados apenas para crianças que têm defeitos no desenvolvimento, já que o uso indiscriminado pode resultar em diabetes mellitus e câncer.

Isso é visto com frequência na prática clínica como uma agressão ao próprio corpo e pode prejudicar estruturas importantes, como a glândula tireoide.

Sendo assim, é importante cuidar de todas as variáveis de saúde, treino e alimentação para não prejudicar a qualidade de vida. Seja esperto! Esqueça modismos e procure profissionais sérios.

Os textos, informações e opiniões publicadas nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo Saúde

Maria Fernanda Barca

Maria Fernanda Barca

Dra. Maria Fernanda Barca é doutora em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Sociedade Europeia de Endocrinologia (SEE).