Reganho de peso após bariátrica: conheça os tipos de tratamento

01 de outubro de 2018

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Muitas pessoas sofrem com o reganho de peso anos depois de a cirurgia bariátrica ter sido realizada. Neste caso, há dois procedimentos comumente realizados, os quais distinguiremos a seguir:

Como tratar reganho de peso após bariátrica?

A obesidade é uma doença crônica que não tem cura, mesmo após o paciente ter realizado tratamento cirúrgico. Atualmente, uma grande parte dos pacientes que realizou a bariátrica apresenta reganho de peso alguns anos após ter sido operada.

Isso frequentemente ocorre quando a anastomose (emenda entre o estômago e o intestino) está alargada, permitindo maior ingestão alimentar. Há dois tipos de tratamentos efetivo para tal: o plasma de argônio e a redução por endosutura. Saiba mais sobre cada um:

Plasma de argônio

O plasma de argônio é um tipo de tratamento muito utilizado em endoscopia digestiva para o tratamento de sangramentos do estômago e intestino. Desta forma, já está estabelecida a técnica que deve ser empregada e sua forma de aplicação.

Para anastomose, promove-se uma espécie de “queimadura” cuja cicatrização resulta no fechamento parcial emenda alargada. Tal procedimento é indicado para pacientes com anastomoses maiores do que 15 milímetros. Casa sessão do tratamento reduz, em média, de 0,5 cm.

O procedimento dura em média 20 minutos e pode ser realizado de forma ambulatorial, mas sempre em ambiente hospitalar. A técnica é simples, mas requer um médico anestesista e um endoscopista: o primeiro será responsável pela sedação e conforto do paciente, tornando o procedimento mais seguro, enquanto o segundo tem a responsabilidade de tratar a anastomose.

As complicações da técnica são raras quando realizada por médico experiente no tratamento de pacientes bariátricos e na endoscopia terapêutica. Entre as principais, estão o sangramento e a perfuração.

O paciente poderá retornar às atividades diárias no dia seguinte, não necessitando permanecer em repouso. Parte importante do tratamento é o seguimento com a equipe médica e com o nutricionista e/ou nutrólogo.

Endosutura da anastomose

Uma outra abordagem disponível para o tratamento é a endosutura. Está técnica tem o objetivo de reduzir o tamanho da anastomose para cerca de 10-12mm.

É por meio da endoscopia, de forma ambulatorial mas em ambiente hospitalar, que o médico fecha parcialmente a anastomose com uma sutura.

O procedimento, indicado para anastomoses maiores que 30 milímetros, dura cerca de 30 minutos e deve ser realizado com o paciente anestesiado.

As complicações e a recuperação são semelhantes às do argônios.

Não é garantia de emagrecimento

Os dois tratamentos disponíveis não garantem que o paciente perderá o que ganhou ou chegará no peso que deseja, visto que é necessário manter um tratamento multidisciplinar ao longo da vida.

as, com certeza, o indivíduo terá o benefício de uma anastomose compatível com o procedimento cirúrgico inicial e um estímulo fundamental para a perda de peso.

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Eduardo Grecco

Eduardo Grecco

Dr. Eduardo Grecco é graduado pela Faculdade de Medicina do ABC (SP). Possui residência médica em Cirurgia do Aparelho Digestivo pela Real e Benemérita Sociedade Portuguesa de Beneficência de São Paulo. Especializado em Endoscopia Digestiva Alta pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Membro titular da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED). Membro associado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). Membro da Association for Bariatric Endoscopy (ABE). Membro da American Society for Gastrointestinal Endoscopy (ASGE).