Qual o papel da vitamina D no organismo e onde encontrá-la?

15 de maio de 2019

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Vitamina D é uma substância que age em todos os órgãos e tecidos do organismo. Embora possa ser facilmente obtido pelos raios solares, muitas pessoas apresentam apresentam baixos níveis desse nutriente. Entenda:

Como é criada?

É produzida inicialmente pela pele em contato com o sol, devido à ação dos raios ultravioletas. Então, vai em forma de hormônio D para o fígado e rim e lá se transforma em vitamina ativa ou pro-hormônio D.

Papel da vitamina D no organismo

  • Melhora a imunidade contra bactérias e vírus;
  • Por agir no metabolismo, ajudar a evitar obesidade, síndrome metabólica, pré-diabetes e diabetes;
  • Ajuda a tonificar os músculos, melhorando a marcha e evitando quedas;
  • Tem ação nos nervos periféricos, evitando neuropatias, e no cérebro, melhorando a ação dos neurônios e prevenindo Parkinson, Alzheimer e demências;
  • Fortalece os ossos por impedir que o cálcio saia do esqueleto;
  • Na gestação, ajuda a evitar obesidade, pré-diabetes e diabetes, além de pré-eclâmpsia e eclâmpsia. Como adicional, fortalece os ossos do feto;
  • Ajuda na fertilidade;
  • Combate o desenvolvimento do câncer;
  • Mantimento da força e fadiga.

Deve-se dosar a vitamina D no sangue e, se o nível estiver baixo, aumentar a exposição ao sol.

O ideal é se expor em horários em que o sol está forte. Já a duração varia de acordo com a cor da pele: 20 minutos para pele clara, 30-40 minutos para peles mais morenas e uma hora para pele negra. Além disso, deve-se expor pelo menos 1/3 do corpo ao sol.

Discute-se esta conduta em relação ao aumento do risco de câncer de pele, mas as condutas europeia e americana aconselham-a. Na impossibilidade de exposição, deve-se administrar reposição por meio de vitaminas orais.

Embora os alimentos ricos em vitamina D estejam cada vez mais escassos – a exemplo da raridade do salmão selvagem, que tem seis vezes mais vitamina D que o criado em fazendas –, pode-se apostar em trufas negras, óleos de fígado de peixes e, em pequenas quantidades, manteiga, nata, gema do ovo e fígado.

Deve-se ter cuidado na reposição, pois o excesso pode levar a cálculos renais, calcificações das vísceras e intoxicação.

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Maria Fernanda Barca

Maria Fernanda Barca

Dra. Maria Fernanda Barca é doutora em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Sociedade Europeia de Endocrinologia (SEE).