Primeiro remédio específico para enxaqueca é eficaz, mas não para todo mundo

11 de setembro de 2019

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A primeira classe de medicações específicas para tratar enxaqueca, composta por erenumabe e galcanezumabe, traz esperança para pessoas que sofrem com o problema, que, além de dores de cabeça, gera mal-estar e alterações gastrointestinais. Saiba para quem é indicada e quais seus efeitos colaterais:

Primeiros remédios específicos para enxaqueca

Os novos anticorpos são indicados pelos principais conselhos médicos para quem já fez dois ou mais tratamentos para enxaqueca e não obteve sucesso ou para aqueles que não toleram os efeitos colaterais dos remédios habitualmente usados para o problema.

Logo, logo descobriremos o valor em real, já que em poucos dias o erenumabe e o galcanezumabe chegarão às farmácias brasileiras. Vale lembrar que tais medicações trazem muita esperança para quem sofre do mal crônico, que atinge uma em cada sete pessoas no mundo, já que provou ser capaz de reduzir até pela metade o número de crises de dor de cabeça, bem como sua intensidade.

Efeitos colaterais

A droga apresenta pouquíssimas reações adversas, basicamente um pouco de vermelhidão e sensibilidade no local em que a dose é injetada, o que acontece por meio de uma espécie de canetinha, semelhante à usada para tratar diabetes.

Ainda assim, ela não representa a cura da enxaqueca, o que significa que quem sofre com o problema precisa ficar atento ao estilo de vida, o que inclui combate ao estresse, prática de atividade física, boa alimentação, controle de peso e hidratação.

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Aline Turbino

Aline Turbino

Neurologista pela Casa de Saúde Santa Marcelina (SP), membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia, da International Headache Society, chefe do Setor de Investigação de Cefaleias da Residência Médica de Neurologia do Hospital Santa Marcelina. Especialização em toxina botulínica para doenças neurológicas HC-USP, título de especialista em neurossonologia USP e especialização em doenças do sono. CRM 128847