Como lidar com mudanças na vida e a necessidade de evoluir

Segundo o dicionario Michaellis (2019), um dos significados da palavra “mudança” diz respeito à “variação das coisas de um estado para outro”. Dessa forma, podemos pensar que quando nos sujeitamos a essa variação, muitas vezes não sabemos o que esperar do novo estado que nos aguarda e, por isso, a mudança muitas vezes remete ao medo.

Esse medo, é perfeitamente normal na medida que não nos impede de arriscar viver o novo estado, pois mudar não é só uma questão de escolha, mas também de necessidade que, quando não satisfeita, costuma roubar nossa energia em busca de sua satisfação e de seu fechamento.

A necessidade acolher mudanças

Darei um exemplo: se imagine com vontade de fazer xixi. Agora imagine que o banheiro está muito distante para você dar conta dessa necessidade. É muito provável que em 10 minutos você não consiga pensar em absolutamente mais nada além da vontade de fazer xixi, pois satisfazer essa necessidade é o que importa no momento. Assim também acontece com nossas necessidades emocionais: se não darmos atenção a elas, gerarão incômodo para que possamos nos movimentar e satisfazê-las. Isso, muitas vezes, envolve mudar.

Certa vez, li uma frase de autoria desconhecida que diz que “viver a mesma coisa ajuda a aprimorar, mas viver o novo ajuda a evoluir” e, pensando nisso, venho observado cada vez mais as mudanças e a possibilidade de evoluir como pessoa no sentindo de priorizar os agentes que se tornam nutridores para uma vida mais saudável e funcional.

Processo x experiência

Mudar é uma necessidade inerente ao ser humano, pois é a partir dela que experimentamos coisas novas e descobrimos aspectos próprios que sequer conhecíamos.

No entanto, esse processo nem sempre é fácil devido ao abandono do conforto que uma situação rotineira nos dá, o que nos faz acreditar estar no controle das coisas – e não há nada mais seguro do que ter o controle de tudo (ou ao menos acreditar nisso!).

O processo de mudança envolve exatamente isso: deixar o controle de lado e ter fé na vida, de modo a acreditar que em todo processo existe um bem maior e não um mal necessariamente, além de que experimentar coisas novas faz parte da vida e permite a evolução, a satisfação de necessidades e o conhecimento de um outro jeito… mais funcional? menos funcional? Isso, apenas experiência poderá dizer.

O bom de tudo isso é que graças à liberdade de escolha podemos tentar, tentar e tentar de novo, quantas vezes for preciso!

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Natália Menezes Aguilar Parente

Natália Menezes Aguilar Parente

Psicóloga (CRP 06/92570) graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, especialista em Gestalt-terapia pelo Instituto Sedes Sapientiae. Com o olhar voltado exclusivamente para as pessoas, seu trabalho gira em torno de fazer com que estas entrem em contato com aquilo que mais as afligem para que possam transcender suas dificuldades e chegarem a um estágio de harmonia da alma.