Quando o jovem deve procurar ajuda psicológica?

Atualizado em 16 de setembro de 2019

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Todos nós provavelmente já passamos por momentos na vida nos quais nos sentimos “sem saída” e desanimados, achando que nada está dando certo, que a vida dos outros é muito melhor que a nossa, etc… Os jovens, em especial, vivem o imediatismo: querem tudo para hoje e têm grande dificuldade em esperar.

Quando lhes acontece algo que seja difícil de enfrentar, por exemplo um término de namoro, entram em desespero total, ficando com a sensação de que “nunca mais encontrarão uma pessoa como aquela” até a próxima semana, quando novamente se apaixonam. E assim segue a vida.

Porém, para algumas pessoas não é tão fácil assim: os problemas adquirem um peso maior que deveriam e elas não conseguem se abrir nem com os amigos e familiares, sofrendo silenciosamente com seus pensamentos destrutivos. Entenda quando os jovens devem buscar ajuda psicológica:

Comportamento na adolescência

Muitos jovens tiram boas notas nos estudos – e dessa forma não chamam a atenção dos pais–, mas vivem isolados em seus quartos, apenas se dedicando aos deveres escolares.

Acontece que a adolescência se caracteriza também pela importância que os grupos adquirem na vida dos jovens, então e é esperado que eles saiam de casa, se encontrem para conversar e se divertir, namorem, questionem os pais sobre tudo… Se um adolescente está isolado em seu mundo, algo não está bem.

Mas, como problemas emocionais são muito subjetivos e não conseguimos vê-los como uma doença física, as pessoas tendem a não dar a devida importância a eles, achando ser apenas uma fase ruim, mas passageira.

Às vezes um jovem emocionalmente comprometido é visto como “chato” ou “fracote” pelos colegas, podendo até sofrer bullying por isso, o que o deixa ainda pior e sem coragem de contar para os pais o que acontece. A vergonha de decepcioná-los e a fragilidade emocional em questão impedem que o jovem busque ajuda. Isso é mais comum do que se imagina.

O que fazer?

Se você é jovem

Então, caso você seja um jovem e esteja se sentindo mal com algo ou triste sem motivo aparente, tendo dificuldades para lidar com sua vida cotidiana, usando drogas com frequência e em quantidade perigosa, sem vontade de falar com pessoas ou sair com amigos, com dificuldade em se concentrar nos estudos, sem energia para praticar esportes ou qualquer outra situação que não o esteja deixando bem, procure ajuda.

Fale com a pessoa que mais confia e procure um psicólogo, pois ele está aqui exatamente para isso: sem qualquer julgamento, é treinado para ouvir, acolher e ajudar as pessoas a se encontrarem e viverem a vida com mais leveza.

Se você é pai ou mãe

Se você é pai ou mãe de um jovem e o vê sempre sozinho, sem movimento de amigos por perto, focado apenas nos estudos e sem vitalidade para dedicar-se a outras atividades de lazer ou sociais, aproxime-se dele e converse. Ofereça ajuda.

Você pode não conseguir ajudá-lo como gostaria, mas encaminhe-o a um profissional da área para que seja tratado. Pode ser algo passageiro, solucionável apenas com algumas conversas, assim como pode ser mais sério, até o princípio de uma depressão.

Quanto mais cedo esse jovem for acolhido e tratado, mais fácil e positivo é o prognóstico de cura, assim como menos danos haverá em sua vida como um todo.

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Marina Vasconcellos

Marina Vasconcellos

Marina Vasconcellos é psicóloga pela PUC–SP, especializada em Psicodrama Terapêutico pelo Instituto Sedes Sapientiae, psicodramatista didata pela Federação Brasileira de Psicodrama (FEBRAP) e terapeuta familiar e de casal pela UNIFESP.