Hipertensão arterial sistêmica: sintomas e como tratar

29 de novembro de 2018

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A hipertensão arterial sistêmica é uma doença multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial (PA). A condição já acomete cerca de 25% da população brasileira e é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

O indivíduo é considerado hipertenso quando sua pressão arterial é constantemente igual ou superior a 140/90mmhg, quando o normal seria 120/80mmhg.

Causas

A principal causa para o aparecimento da pressão alta é herança familiar, que corresponde a aproximadamente 90% dos casos.

Em uma minoria, a hipertensão pode ser causada por doenças, como: distúrbios da tireoide ou glândulas endocrinológicas.

Entretanto, há vários outros fatores que influenciam os níveis pressóricos, entre eles consumo de bebidas alcoólicas, obesidade, idade, consumo excessivo de sal, sedentarismo e qualidade de sono inadequada. A condição tende a acometer mais homens, que mulheres na idade adulta.

Sintomas de hipertensão arterial sistêmica

Em sua maioria, os pacientes com hipertensão arterial sistêmica são assintomáticos, no entanto, em alguns casos podem ocorrer dores no peito, dor de cabeça, tonturas, enjoos, zumbido no ouvido, dificuldade para respirar e visão turva.

Ao constatar os sintomas recomenda-se procurar ajuda médica o quanto antes, para que a pressão seja medida corretamente e o tratamento iniciado a fim de evitar que o quadro se agrave e possa levar a um AVC ou outros eventos cardíacos.

Tem cura?

A hipertensão arterial sistêmica não tem cura, mas tem como ser controlada e o portador pode levar a vida normalmente.

Tratamentos

Para tal, recomenda-se manter o peso adequado, mudança de hábitos alimentares (não abusar do sal, frituras e alimentos gordurosos), praticar atividade física regular, aproveitar momentos de lazer, abandonar o fumo, moderar o consumo de álcool, bem como controlar o diabetes e outras comorbidades.

Caso o controle dos fatores de risco não seja suficiente para manter a pressão normalizada, é necessário o tratamento medicamentoso por toda a vida.

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Marcelo Sobral

Marcelo Sobral

Cirurgião cardiovascular e membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, Título de Especialista em Cirurgia Cardiovascular pela AMB, Membro Habilitado e Especialista do Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial (DECA). MBA Executivo em Saúde pela FGV. Cirurgião Cardiovascular da Beneficência Portuguesa de São Paulo com mais de 4.000 cirurgias realizadas.