Efeitos do álcool afetam cérebro, fígado, coração e mais

Atualizado em 30 de abril de 2019

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Os efeitos do álcool afetam todas as partes do corpo, gerando tanto alterações visíveis quanto imperceptíveis. Entenda como a substância age e o as alterações que provoca no organismo:

Efeitos do álcool no organismo

No cérebro

Inicia-se pelo efeito cerebral, caracterizado por certo torpor e sensação de relaxamento.

Em doses baixas, o efeito até pode ser agradável, porém em altas quantidades pode deixar o individuo sonolento ou agressivo.

O consumo frequente do álcool afeta gravemente as funções cerebrais: em primeiro lugar, as emoções provocam mudanças súbitas de humor, alteração no controle da motricidade, má pronunciação, reações muito lentas e perda de equilíbrio.

Pode alterar a ação dos neurotransmissores, modificando sua estrutura e função, produzindo uma série de efeitos. O autocontrole é perdido, a memória, a capacidade de concentração e as funções motoras são alteradas gravemente.

No fígado

O consumo frequente de álcool pode dificultar a recuperação celular e, com isso, o metabolismo do álcool é comprometido. Dessa forma, pode haver comprometimento do fígado, que possui dificuldades em metabolizar a substância, e problemas hepáticos graves.

No coração

O consumo frequente em longo prazo pode favorecer o desenvolvimento de hipertensão, arritmia cardíaca, colesterol alto, aterosclerose, cardiomiopatia alcoólica, cirrose, hepatite alcoólica, além de dependência e danos psicológicos.

No aparelho digestivo

O álcool aumenta a produção de ácido gástrico, provocando irritação e inflamação nas paredes do estômago, o que pode resultar em úlceras e hemorragias internas que podem ser fatais.

O elevado consumo de álcool pode ocasionar câncer de estômago, laringe, esôfago e pâncreas. Pode ainda provocar esofagite, ou seja, a inflamação do esôfago, além de varizes esofágicas sangrentas.

Causa pancreatite aguda, que é a inflamação severa do pâncreas, o que pode levar à morte.

Teores alcoólicos das bebidas

CACHAÇA: A cachaça, matéria-prima para as famosas caipirinhas brasileiras que fazem sucesso no mundo inteiro, possui entre 38% e 48% de teor alcoólico.

CERVEJA: As tradicionais cervejas podem ser compostas de água, lúpulo, malte, levedura, trigo, milho, cevada, aveia, açúcares e xaropes. A concentração alcoólica é leve, cerca de 5% a 9%. Já o chope fica na casa dos 5%.

ESPUMANTE: O espumante, que costuma ser apreciado em comemorações como vitórias, viradas de ano e outras conquistas, tem 11% de álcool.

SAQUÊ: A bebida geralmente associada à gastronomia oriental também ostenta bastante álcool em sua composição. São cerca de 16%.

VINHO: A bebida dos deuses tem concentrações de 12 a 14%. O branco seco ou doce é 12%, o tinto varia até 14%.

VODKA: A famosa bebida do Leste Europeu chega a ter 40% de álcool nos casos mais concentrados e 13% nos mais fracos.

TEQUILA: A tequila é uma bebida muito querida nas Américas, principalmente no Estados Unidos e na região central do continente. São 27% de teor alcoólico.

WHISKY: O famoso destilado pode ostentar até 47% de concentração de álcool na sua composição.

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Eduardo Grecco

Eduardo Grecco

Dr. Eduardo Grecco é graduado pela Faculdade de Medicina do ABC (SP). Possui residência médica em Cirurgia do Aparelho Digestivo pela Real e Benemérita Sociedade Portuguesa de Beneficência de São Paulo. Especializado em Endoscopia Digestiva Alta pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Membro titular da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED). Membro associado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). Membro da Association for Bariatric Endoscopy (ABE). Membro da American Society for Gastrointestinal Endoscopy (ASGE).