Câncer de ovário: principais causas do tumor

31 de janeiro de 2019

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De todas as doenças do sistema reprodutor feminino, o câncer de ovário é a mais agressiva, tanto que é chamado de tumor oculto do abdômen porque 60% dos diagnósticos só são obtidos em estágios avançados e com chances baixas de sobrevida. Ele se espalha tanto pelo sangue quanto por proximidade, infiltrando e comprimindo os órgãos vizinhos.

Principais causas de câncer de ovário

Estilo de vida e obesidade

Bem, sempre quando se fala em câncer, as melhores medidas são de prevenção e mudanças de estilo de vida. A parte alimentar e da atividade física contam muito. Hoje, temos muito mais obesos do que pacientes com peso adequado. E quando se avalia, de cada 100 casos de câncer de ovário, só 10% são genéticos.

O xenoestrogênio quando absorvido pelo corpo estimula divisões erradas. Ele está presente em diversos produtos do nosso dia a dia, tais como agrotóxicos, garrafas pets, condimentos etc. Exposição a talco também é um fator de risco.

Assim sendo, sempre que possível procure se alimentar corretamente e evite embalagens de plástico e talcos e produtos de higiene íntima com muito perfume.

E bastante cuidado com a obesidade. O obeso não significa necessariamente uma pessoa bem nutrida. Muitas vezes seu corpo está inflamado, em desequilíbrio hormonal endógeno. Isso pode contribuir, sim, para o Câncer de Ovário.

Se formos avaliar mais de 70% da população brasileira está em situação de sobrepeso e, ao mesmo tempo, mal nutrida, pelo excessivo consumo de carboidrato, salgadinhos e refrigerantes.

A situação é que a gordura leva a uma conversão periférica de hormônio; o hormônio que se chama Estrona. Principalmente na pós-menopausa, o Estrona faz estragos na mulher, estimulando o ovário, que já não estava com uma função plena, a ter essas divisões errôneas, acarretando os cânceres, que são produzidos por esta conversão periférica de hormônio, em função da obesidade.

Genética

Em casos genéticos, por vezes, pode-se recomendar a retirada dos ovários e há uma associação com Câncer de Mama. A retirada pode ser avaliada e a decisão sempre deve ser compartilhada com a mulher.

Em relação à reposição hormonal, hoje em dia, a medicina é critério, avaliando caso a caso. Há muitas opções, como os implantes jormonais, com uma excelente modulação.

Diagnóstico difícil

O grande problema é que os exames não costumam revelar o câncer de ovário. Assim sendo, o que recomendo as minhas pacientes é que fiquem atentas aos possíveis sintomas, tais como distensão abdominal, alteração do intestino e de urina, bem como sensação de “empachamento”.

Sugiro também que se faça o ultrassom, mesmo que ele não consiga detectar todos os casos, e que visite seu Ginecologista regularmente.

Os textos, informações e opiniões publicadas nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo Saúde

Patrícia Bretz

Patrícia Bretz

Dra. Patrícia Bretz é graduada em Medicina pela Universidade de Santo Amaro (2005) e tem especialização em Ginecologia e Obstetrícia pela mesma instituição (2006 - 2009). Ainda tem título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO) número 0226/2010 e conta com aperfeiçoamento em Ginecologia Oncológica pelo Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (2009 - 2011) e especialização em Endometriose e Cirurgia Minimamente Invasiva pelo Hospital Sírio Libanês. Por fim, é mestre em Bioética pela Universidade São Camilo (2010 –2012).