Gordura abdominal tem solução, mas esqueça os milagres

31 de outubro de 2017 ● POR Lucas Coelho

Não há quem goste daquela gordurinha na barriga. Obviamente, ninguém precisa ter um abdômen chapado e trincado, mas, muito além de uma questão estética, o acúmulo de gordura abdominal é um sinal de que alguns hábitos precisam mudar.

Alimentação inadequada, tabagismo e sedentarismo são os principais problemas, e todos nós sabemos. Os segredos, fórmulas mágicas e aparelhos que “trabalham enquanto você dorme” são promessas vazias e longe de serem ideais quando se trata da busca de um estilo de vida mais saudável. O caminho certo começa, por exemplo, controlando a comida que entra no prato.

“Não existe um alimento específico que cause gordura abdominal”, afirma a personal trainer Patrícia Cordeiro. “O que existe é excesso de gorduras totais; de alimentos refinados, como açúcar e farinhas; de álcool ou de qualquer hábito semelhante em exagero.”

Gorduras localizadas, principalmente na região abdominal, podem vir acompanhadas de diabetes, colesterol alto e hipertensão arterial. Esses são apenas alguns dos problemas de saúde geralmente paralelos a uma barriga protuberante.

Também não adianta tentar colocar a culpa na natureza. “A influência genética, diferentemente do que muitos pensam, não é determinante para o aumento de gordura abdominal”, explica Patrícia. Segundo ela, o que pode acontecer é de algum gene causador do crescimento da barriga ser ativado por hábitos prejudiciais. “Ou seja, tudo é resultado da maneira como o indivíduo vive, e não porque ele nasceu de um jeito ou de outro.”

Como se livrar da gordura abdominal?

Alimentação balanceada, atividade física regular e menos estresse formam a combinação perfeita para combater a gordura abdominal, porém nem sempre fácil de ser seguida. “Não existem exercícios específicos para diminuir a gordura abdominal”, diz a personal. “Está comprovado cientificamente: o que funciona é dieta adequada, exercícios aeróbicos, anaeróbicos e de força, e outras atividades que lhe tragam prazer”.

Mesmo que não seja possível se exercitar de três a quatro vezes por semana – o nosso tempo é curto até para cuidar da saúde –, Patrícia tem algumas recomendações mais simples. “Pode ser clichê, eu sei, mas o ditado ‘uma mente sã num corpo são’ é válido. O ideal sempre vai ser o que você puder, independentemente do volume, da frequência ou da intensidade”, esclarece a especialista.