Bem-estar incentiva funcionários nas empresas

03 de agosto de 2017

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POR Andre Sousa Sender

A máxima é antiga, mas continua verdadeira: profissional satisfeito trabalha melhor. E uma das maneiras de deixar os funcionários com maior nível de bem-estar é incentivar a prática de atividades físicas, dentro ou fora do ambiente corporativo, e uma cultura de hábitos mais saudáveis no dia a dia.

A promoção de atividades de bem-estar físico e emocional dos funcionários geralmente é revertida em aumento de produtividade e benefícios para a empresa. A multinacional Healthways, especialista neste tipo de ação, chegou a criar um ranking de bem-estar para que as empresas possam medir a efetividade das ações e acompanhar a evolução dos colaboradores.

“Se a gente fala que as pessoas são o maior ativo que as empresas têm, essa questão do bem-estar é fundamental. Para mim, a lógica é trivial, mas são poucos gestores os que acabam tendo essa visão”, explica o presidente da Healtwhays no Brasil, Nicolas Toth.

É econômico

O aumento de apenas um ponto no ranking de bem-estar da companhia já representaria queda nas probabilidades de hospitalização e visita ao pronto-socorro – esses fatores podem gerar economia direta, pois são levados em conta na hora da negociação do plano de saúde, por exemplo.

Ações simples são suficientes

O incentivo ao uso da escada em vez do elevador, convênios com restaurantes com ofertas de alimentação saudável e academias são alternativas simples e que já podem demonstrar ao funcionário que a empresa se importa com seu bem-estar. A promoção de atividades como grupos de corrida, por exemplo, ajuda ainda mais a desenvolver esse sentimento.

Outras possibilidades são criar áreas sem cadeiras para reuniões rápidas, para que os funcionários não passem tempo demais sentados, e estabelecer sessões de alongamento e massagem dentro do ambiente de trabalho.

“É uma questão de cultura. As empresas que têm foco na gestão de pessoas, lideranças apoiando os colaboradores e a ideia de companheirismo apresentam resultados substancialmente melhores do que empresas que não adotam essa postura. As pessoas se sentem mais à vontade na hora de trabalhar”, explica Toth.

Segundo o executivo, isso pode ser explicado pelo aumento de produtividade e queda do número de faltas injustificadas em empresas em que o nível de satisfação dos colaboradores é mais elevado. Assim, a promoção do bem-estar deve ser encarada como investimento, e não como custo pelas companhias.