Autoestima: o que é, importância e como aumentar a sua

23 de janeiro de 2019

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Com a correria do dia a dia, rotina e cobranças, é cada vez mais difícil prestar atenção em si mesmo. Porém, cuidar da autoestima é essencial para ter uma vida mais leve e feliz. Saiba como identificar os sinais de baixa autoestima e o que fazer para melhorá-la.

O que é?

Autoestima é a maneira pela qual nos avaliamos, ou seja, o resultado da visão que possuímos sobre nós mesmos.

Se esta for positiva, é sinal de que reconhecemos nosso valor pessoal e, consequentemente, temos uma boa autoestima.

Já se a avaliação for negativa, nos criticamos demasiadamente e temos uma baixa autoestima.

Sinais de baixa autoestima

Os sinais de baixa autoestima podem variar, sendo os principais e mais comuns:

  • Necessidade constante de aprovação;
  • Controle excessivo de aspectos profissionais e pessoais;
  • Preocupação excessiva com a estética;
  • Isolamento social;
  • Evitação de situações de interação com pessoas e exposição de ideias;
  • Busca por ideais de perfeição;
  • Fortes cobranças em relação a si mesmo;
  • Dificuldade de sair de relações abusivas ou tóxicas.

Como interfere na vida

A autoestima interfere em todas as áreas da vida, desde a maneira pela qual o indivíduo se relaciona consigo mesmo e com outras pessoas até seu desempenho profissional.

Alta autoestima

Uma pessoa com boa autoestima é confiante nas escolhas e atividades que desempenha, enfrenta desafios e estabelece boas relações pessoais, utilizando todo o seu potencial e a sua capacidade.

Ter boa autoestima garante que o indivíduo se sinta apto a cuidar de si e de suas necessidades, se arriscar e buscar objetivos pessoais. Este perfil dificilmente se sente inibido, inseguro ou coagido, podendo estabelecer relacionamentos sem projetar sentimentos destrutivos.

Baixa autoestima

Baixa autoestima pode criar sentimentos intensos de inferioridade e incapacidade, gerando até mesmo transtornos como depressão, ansiedade e síndrome do pânico.

Ela também pode estar relacionada a dificuldades na relação com a imagem e o corpo do próprio indivíduo, junto a um quadro de transtornos alimentares e ansiosos.

Como melhorar a autoestima?

 

Mulher feliz sentada na grama e se olhando no espelho.

Ben Schonewille/ShutterStock

De qualquer modo, um ambiente saudável, onde qualquer um possa ser aceito e estimulado a desenvolver todo o seu potencial, recebendo cuidado, afeto e suprimento de suas necessidades básicas e emocionais, é fator essencial na construção de uma boa autoestima e autoimagem positiva.

Contudo, também é importante adotar atitudes para tornar a relação consigo mesmo mais saudável, tais como:

  • Compreender e aceitar as próprias limitações e falhas, sabendo que cada pessoa tem um jeito e que o seu não é pior ou melhor que o do outro, apenas diferente.
  • Procurar amar a si mesmo dentro do que não pode ser modificado.
  • Se responsabilizar pelo próprio desenvolvimento pessoal e não acreditar que foi mérito de outras pessoas.
  • Observar e ser grato pelo que possui de positivo e por suas próprias qualidades;
  • Questionar-se a respeito dos próprios comportamentos e atitudes, se os mesmos trazem realização pessoal ou se são apenas algo para agradar as pessoas que estão a sua volta.
  • Evitar se comparar com outras pessoas.
  • Dedicar tempo para cuidar de si mesmo e fazer o que gosta.

Além disso, a psicoterapia proporciona o fortalecimento do indivíduo e melhora da autoestima por meio de acordo com técnicas e métodos específicos.

 

Fonte

Psicóloga Eliza Guerra, especialista em autoestima e autoimagem na Clínica PSI Harmonia – CRP 06/106705